Bruxas são assim...






É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória.
É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso.

Tem os dois pés no chão da realidade.

É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais.

Admira paisagens.

Poeira traz lembranças de chão curtido de sonhos passados.

Escuta o som dos ventos.
Dança a dança do mundo pelo simples prazer de dançar.
É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.

Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!
É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.

Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

É gente muito estranha as Bruxas.
Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.

Gente que fala com plantas e bichos.

Dança na chuva e alegra-se com o sol.

Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações...

Eh!! Gente muito estranha essas Bruxas.

Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia.

Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural.

Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos.

Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão.

Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho.
Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta.

São estranhas as Bruxas!

Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz chegam a divindade de existir pelo amor da Grande Mãe, a natureza.

Da mesma forma que produzem um belíssimo visual, de elegância refinada com as raias da vaidade, se vestem como verdadeiras Bruxas medievais a caminho do patíbulo.

Iluminam de beleza e jovialidade o corpo físico com habilidade mágica e com facilidade transforma-se, permitindo-se um sóbrio aspecto de velha senhora, a depender da lua nos seus espíritos.

Cultuam as sagradas tradições como forma de perpetuar as leis que regem o universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar.

São fortes e valentes ao mesmo tempo humildes e serenas.

São leoas e gatinhas, são muito estranhas as Bruxas.

Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados, o fazem com panelas e vassouras... São aventureiras e criam raízes, dançam rock, valsa e polka, danças sagradas , e inventam o que precisa ser inventado.

Criam e recriam.

Contam contos e histórias de fadas , e carochinhas, contam suas próprias histórias...
Falam de generosidade e de todas as daides em exercício constante, buscam a plenitude como propósito...
Interessante essa gente, essas Bruxas.
Se obrigam tarefas, de evoluir, de amar e dividir...

falam de desapego em plena metrópole, em meio as tecnologias.
Cantam mantras e músicas populares, mas se emocionam com as folclóricas.

Mexem com ervas e chás, são primitivas e avançadas.

Pulam da mesa do rei para um abrigo montanhês com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face das suas ancestrais.

Degustam um pão artesanal, receita medieval da velha senhora das montanhas com a mesma gula que o fazem em um banquete cinco estrelas, com pães ultra sofisticados daquela celebridade da cozinha francesa.
Amam em esteiras e em grandes suites, desde que estejam felizes, pois ser feliz é sempre a única condição dessa gente estranha.

É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente pelo homem miserável, pela falta de respeito humano...
é gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem.
Gente que lê em fundos de xícaras, em bolas de cristal, tarot, com pedras, na areia, nas nuvens, no fogo, no copo d'água...
são mesmo muito estranhas!
Oram para elementais, anjos e gnomos.
Falam com intimidade com os Deuses e lhes chamam para um círculo, fazem fogueiras e dançam em volta...

Viajam de avião, a pé, de carro e em lombos de animais, agradecendo pelas oportunidades que a vida lhes dá...
aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que chamam de mãe, pois acreditam que é a forma mais rápida para a evolução...

Se reúnem em escolas iniciáticas que chamam de coven, para mutuamente se bastarem, se protegerem,se resguardarem, resgatar valores, estudar...

muito estranhas são as Bruxas.
Mas estranha mesmo é a fé que as mantém vivificadas ao longo de cinco mil anos.

Que seja abençoada toda essa gente estranha...e desconfio que é deste tipo de gente que a DEUSA precisa para o terceiro milênio...


"Oito palavras o Credo das Bruxas enseja : Sem prejudicar ninguém, faça o que você deseja"


Desconheço a autoria...mas este autor abençoado traduziu exatamente a maniera como minh'alma se sente...faço minhas suas palavras.BLESSED BE!

A Arte da Magia



A prática da magia é de origem antiga, sendo encontrada em todo o mundo.
A magia é uma força que combina a energia psíquica com os poderes da vontade, para produzir os efeitos "sobrenaturais", provocar as respectivas mudanças e controlar os eventos da Natureza.

Aumenta o fluxo de divindade e pode ser usada para propósitos construtivos assim como destrutivos.
A magia é uma força neutra que em si não é boa nem má.
A direção do bem ou do mal é determinada pelo praticante.
Entretanto, como o karma retorna por três vezes para todas as pessoas pelos seus atos nesta vida, seria atitude de autodestruição para qualquer bruxo
ou mago utilizar a magia negra para causar danos a alguém.
Como uma ferramenta da Arte Wicca, a forma antiga da palavra magick é usada muitas vezes pelos bruxos para distingui-la de 'magic', que não pertence à Arte, mas, sim, ao teatro, ao truque com as mãos e à ilusão.
A magia (magick) é uma ferramenta poderosa. É parte importante de Wicca, embora secundária na adoração à Deusa e ao seu Consorte, o Deus Chifrudo.
Um dos elementos mais importantes na prática da magia é a sensação. É absolutamente essencial que você possua sensações fortes em relação ao que está tentando realizar para produzir o poder necessário para a realização da magia.
É também muito importante usar a visualização criativa, também conhecida como "imaginação desejada". Essa é a arte ou a capacidade mágica de imaginar os resultados finais de sua magia para fazer seus desejos se materializarem.
É uma habilidade natural, concedida pela Deusa a determinadas pessoas;
contudo, a maioria de nós precisa ativar e cultivar seus poderes por meio de muita prática, exercícios de concentração e meditação.
Quando estiver lançando um encantamento, concentre-se sempre profundamente e coloque na sua mente em claro quadro mental aquilo que você precisa ou deseja.
Sem a sensação e a visualização criativa é extremamente difícil (se não totalmente impossível) a magia funcionar.
Você também descobrirá que os melhores resultados serão obtidos se você realizar seus próprios encantamentos e/ou criar seus próprios amuletos, talismãs e poções, em vez de confiá-los a alguém (em especial a um estranho) para realizar a magia por você.
Quando fizer um encantamento, você estará impregnando a magia com as suas vibrações emocionais, espirituais e psíquicas.
Use a magia de maneira sábia, cautelosa e somente de maneira positiva.
A magia é algo muito sério e nunca deverá ser abusada.
Nunca utilize qualquer forma de magia para manipular a vontade ou as emoções de outra pessoa e mantenha sempre em mente o conselho wiccaniano:

NÃO PREJUDIQUE NINGUÉM
FAÇAM ELES O QUE QUISEREM


A magia é poderosa e funciona; entretanto, determinados encantamentos devem ser repetidos várias vezes até funcionarem, especialmente se você for novo na arte da magia.
Não se sinta desencorajado pelo fracasso.
Com o treino e a prática suficientes, você logo "sentirá" a magia, e será capaz de usar os poderes para que eles trabalhem para você.


Assim como existem várias tradições wiccanianas diferentes, a magia também assume várias formas.
Existe a magia cerimonial, a magia cabalística, o xamanismo, o vodoo, a Magia Natural e muitas outras. A escolha da forma (ou formas) de magia a ser praticada depende somente da preferência pessoal do bruxo e/ou da tradição wiccaniana.
A magia é a ciência dos segredos da Natureza, e, para que ela funcione apropriadamente, um bruxo deve trabalhar em perfeita harmonia com as leis da Natureza e da psiquê.
O banho de água com sal para a limpeza interior do corpo mediante jejum de um dia inteiro antes de realizar um ritual mágico é, algumas vezes, necessário, especialmente na magia cerimonial.
Para ser capaz de produzir poder, o corpo físico deve ser mantido em condição saudável.
A lua e cada um de suas fases são a parte mais essencial da magia, sendo extremamente importante que os encantamentos e os rituais sejam realizados durante a fase lunar apropriada.
A lua crescente é o momento apropriado para realizar a magia positiva e os encantamentos que aumentem o amor, a sorte, o desejo sexual e a riqueza.
A lua cheia aumenta a percepção extra-sensorial e é o momento apropriado para realizar as invocações à Deusa lunar, os rituais de fertilidade e encantamentos que aumentem as habilidades psíquicas e sonhos proféticos.
A lua minguante é o momento apropriado para realizar a magia destrutiva (não entender destrutiva como ruim - a destruição é um processo de renovação, onde o velho e gasto, dá lugar ao novo), os encantamentos que retirem maldições, reverter encantamentos de amor e afrodisíacos, acabar com maus hábitos e curar enfermidades.
Resumindo, para realizar magia bem-sucedida deve-se estar em harmonia com as leis da Natureza e com a psiquê.
É importante possuir conhecimento mágico, corpo e mente saudáveis e capacidade de aceitar a responsabilidade pelas suas próprias ações.
É impossível obter magicamente resultados positivos se seu nível de energia estiver baixo ou se seu corpo estiver contaminado por drogas prejudiciais e/ou quantidades excessivas de álcool. Trabalhe durante a fase lunar apropriada, com convicção, concentração e visualização
do resultado final.
Esses são os segredos para a magia bem-sucedida.

O TEMPO DAS FOGUEIRAS


Após a Igreja Cristã ter sido formada e haver adquirido poder, os costumes dos Pagãos foram vistos como uma ameaça ao sistema religioso recentemente estabelecido, e a adoração aos deuses da Religião Antiga foi banida. Os antigos festivais foram superados pelos novos feriados religiosos da Igreja, e os antigos deuses da Natureza e da Fertilidade, transformados em terríveis e maléficos demônios e diabos. (A Igreja patriarcal chegou até a transformar várias deusas pagãs em diabos masculinos e maus não somente para corromper as deidades da Religião Antiga como, também, para apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração) .

No ano de 1233, o Papa Gregório IX instituiu o Tribunal Católico Romano conhecido como Inquisição, numa tentativa de terminar com a "heresia. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento herético e uma "ameaça hostil" ao Cristianismo. Os bruxos tornaram-se heréticos e a perseguição contra todos os Pagãos espalhou-se como fogo selvagem por toda a Europa. (É interessante notar que, antes de uma pessoa ser considerada herética, ela tem, primeiro, que ser cristã, e os Pagãos nunca foram cristãos.)
Os bruxos (junto com um número incalculável de homens, mulheres e crianças que não eram seguidores da Arte) foram perseguidos, brutalmente torturados, muitas vezes sexualmente violados ou molestados, e, então, executados pelas autoridades sádicas, sedentas de sangue da Igreja, que ensinavam que seu deus era um deus de amor e compaixão.


A bruxaria na Inglaterra tornou-se uma ofensa ilegal no ano de 1541 e, em 1604, foi adotada uma lei que decretou pena capital para os bruxos e pagãos. Quarenta anos mais tarde, as 13 colônias na América decretaram também a pena de morte para o "crime" da bruxaria. No final do século XVII, os seguidores que permaneciam leais à Antiga Religião viviam escondidos, e a bruxaria tornou-se uma religião secreta após uma estimativa de um milhão de pessoas ter sido levada à morte na Europa e mais de 30 condenadas em Salem, Massachussetts, em nome do Cristianismo.
Embora os infames julgadores das bruxas de Salem, em 1692, sejam os mais conhecidos e bem documentados da história dos EUA, o primeiro enforcamento de um bruxo na Nova Inglaterra realmente aconteceu em Connecticut, em 1647, 45 anos antes que a histeria contra as bruxas se abatesse na Vila de Salem. Ocorreram outras execuções pré-Salem, em Providence, Rhode Island, em 1662.

O método mais popular de extermínio dos bruxos na Nova Inglaterra era a forca. Na Europa, a fogueira. outros métodos incluíam a prensagem até a morte, o afogamento, a decapitação e o esquartejamento.



Durante 260 anos, após a última execução de um bruxo, os seguidores da Religião Antiga mantiveram suas práticas pagãs ocultas nas sombras do segredo e, somente após as leis contra a bruxaria terem sido finalmente revogadas na Inglaterra, foi que os bruxos e pagãos, em 1951, oficialmente saíram do quarto das vassouras.

A Bruxaria e o diabo


As raízes da Wicca remontam à era paleolítica, quando as deidades da Natureza eram adoradas por todos.


Contudo, como resultado da influência do Cristianismo, da propaganda antibruxa da Igreja e com a modificação da tradição folclórica, os sacerdotes dos primeiros tempos foram transformados em diabos da Idade Média.
Como a História claramente comprova, era comum o fato de os deuses e deusas de uma religião ser transformados em diabos e demônios da seguinte.
Sem dúvida alguma, este foi o caso da Religião Antiga e do Cristianismo.
Infelizmente, como resultado das concepções deliberadamente erradas, popularizadas pelo domínio cristão, dos meios de comunicação atuais, dos filmes de horror, das conferências e outros eventos, muitas pessoas mal-informadas e que não estão familiarizadas com as práticas atuais e as filosofias da Wicca acreditam que todos os Bruxos são maus.
(Alguns até não acreditam que as bruxas existem.)
Várias pessoas,vítimas da ignorância e/ou de uma lavagem cerebral religiosa, acreditam que os bruxos e os pagãos modernos estão envolvidos de alguma maneira ou de outra ao culto ao demônio cristão e que realizam sacrifícios sangrentos aos deuses antigos e/ou ao diabo.

Isso é um absurdo e, de forma alguma, é verdadeiro!

Os wiccanianos definitivamente não defendem o sacrifício humano ou animal e nem a morte de qualquer ser vivo como oferenda a uma divindade, e, a verdade é que, os Bruxos verdadeiros não adoram ao diabo, nem recebem nenhum tipo de poder vindo dele.
Também é verdade que, os bruxos nem sequer compreendem a existência do diabo como ela é definida pela religião cristã!
O diabo é um instrumento de propaganda antipagã inventada pela Igreja Cristã.
Ele nunca existiu na literatura escrita antes do Novo testamento.
A Arte é uma religião pré-cristã que já existia há muito tempo antes da Igreja ou do seu conceito de Satã, o qual nunca foi adorado como deidade da Religião Antiga.
O diabo é estritamente parte do sistema de crença cristão e não da religião telúrica e de amor à Natureza da Wicca.

Covens ou Assembléias





O que é um coven? Coven é, nada mais nada menos, que um
grupo de bruxos e bruxas, que se unem num laço mágico, sob o
objetivo de louvar a Deusa e o Deus e o juramento de fidelidade
a Arte.

Um coven, tem como filosofia o "Perfeito Amor e a Perfeita
Confiança". Isso quer é, dentro do coven deverá prevalecer a
união, pois um coven é, antes de mais nada, uma família.

Tradicionalmente, ele abriga o máximo de 13 pessoas. Num
grupo tão pequeno, todos tornam-se de vital importância, e a
falta de qualquer membro faz falta.


Em bruxaria, não exite nenhuma entidade hierárquica . O
coven não precisa ser associado a nenhuma fundação "Maior"
com um "grande chefe" comandando tudo.

O líder do coven, deve possuir sensibilidade e poder interior
para canalizar a energia do grupo, para dar início e interromper
cada fase do ritual, ajustando a duração de acordo com o animo
do grupo. Ele normalmente é escolhido pelo próprio grupo.



Para tornar-se membro de um coven, o bruxo deve ser iniciado, deve submeter-se a um ritual de comprometimento no qual os ensinamentos e segredos internos do grupo são revelados.

A iniciação é seguida de um longo período de treinamento, onde a confiança do grupo é aos poucos conquistada.

Um coven sempre mantém encontros periódicos, para o
treinamento de exercícios, troca de experiências, comemoração
de sabbaths e esbats, além de trabalharem juntos em outros
rituais.


Cada coven tem seu próprio símbulo e nome; covens próximos podem e devem trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro.


*** retirado do meu Livro das Sombras
Baseado no livro: A Dança Cósmica das Feiticeiras

O QUE É A WICCA?


Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos:

A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino).

Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses.

Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano.


Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios",ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar.



A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apóiam nos princípios comuns da lei da Arte.
 
O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano,um código moral simples e benevolente:


SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE.


Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma

aluga, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Conselho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.)

Como a Arte Wicca é uma religião orientada para a Natureza, a maioria dos seus membros está envolvida de uma maneira ou de outra com movimentos ecológicos e com reivindicações ambientais atuais.

Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte.

Os bruxos não praticam qualquer forma de baixa magia, magia negra ou "mal". Não cultuam nenhum diabo, demônio ou qualquer entidade do mal, e não tentam converter membros de outras fé ao Paganismo. Respeitam todas as religiões e acham que a pessoa deve ouvir o "chamado da Deusa" e desejar verdadeiramente, dentro de seu coração, sem qualquer influência externa ou proselitismo, seguir o caminho wiccano.



*** Fonte: Wicca: A Feitiçaria Moderna



OS SABÁS – A RODA DO ANO




A Roda do Ano ( Hemisfério Sul) representa

o sagrado círculo onde a Deusa virgem concebe seu filho,

o vê crescer, se apaixona por ele, até que a morte leve-o a Terra da Juventude Eterna,

para novamente renascer.

Muitas pessoas tem dificuldade de aceitar que o deus morra,

por não entenderem que ele realmente é Eterno - tão eterno quando a natureza.

Ele sacrifica-se para dar continuidade a própria vida,

fechando o Sagrado Círculo - Criação, crescimento, apogeu e declínio.

A Destruição do velho revigora a força Natural, pois este é substituído pelo novo.

Essa Roda é marcada por oito Sabbaths.




Os sabás são datas muito importantes de serem observadas.

Eles representam o deslocamento da Terra em relação ao Sol,

a mudança das estações climáticas e o ciclo de vida, morte e renascimento do Deus Cornífero.

São oito sabás: quatro menores (solstícios e equinócios) e quatro maiores (datas intermediárias entre os solstícios e equinócios).


O sabás menores são: Yule, Ostara, Litha e Mabon.

E os sabás maiores são: Imbolc, Beltane, Lammas e Samhaim.
Cada sabá tem o seu jeito próprio de ser realizado.

E um mesmo sabá pode ser realizado de diversas formas diferentes. Assim como para os esbás, não há regra que governe esses ritos.

Há uma questão importante a ser discutida sobre esse assunto.

Desde que os sabás seguem o ciclo das estações, o mais óbvio seria que as datas dos sabás do hemisfério norte e do hemisfério sul fossem invertidas. Assim, enquanto no norte se estaria comemorando o equinócio de primavera (Ostara), aqui no sul se estaria comemorando o equinócio de outono (Mabon).
Porém, nem sempre se faz assim.
Há bruxas que preferem não inverter as datas e comemorar, por exemplo, o equinócio de primavera em pleno outono.

À primeira vista parece absurdo, mas há uma explicação.
Ao se celebrar pelo norte, está-se conectando à egrégora que os festivais do norte formam.
É uma egrégora antiquíssima e, por isso, muito forte.


Além disso, realizamos os sabás dentro do círculo mágico,
ou seja, no "entremundos".
Desde que dentro do círculo estamos além dos limites de tempo e espaço,

pode-se comemorar o equinócio de primavera no outono sem problemas.
Há também aqueles que simplesmente não se sentem à vontade com isso
e preferem inverter as datas.
Esses, ao invés de se conectar à egrégora nortista,
preferem se ligar às energias telúricas da terra,
comemorando determinado sabá perfeitamente alinhado com a estação do ano.

Essa é mais uma questão que deve ser resolvida por cada bruxa.
Se a bruxa é mais ritualística e prefere se ligar a egrégora nortista, que comemore pelo norte.
Se é uma bruxa mais telúrico, então vai se dar melhor comemorando pelo sul.

Os nortistas normalmente também usam o argumento de que as estações no Brasil não são tão bem marcadas como no norte e, por isso, não tem muita importância celebrarmos os sabás em desacordo com as estações.
Realmente em certas regiões do Brasil as estações não são tão bem marcadas, mas é sempre possível se notar os sinais de determinada estação na Natureza.


OS ESBÁS




Os esbás são os rituais que seguem o curso da lua e da Deusa. Portanto, devem ser sempre observados pela bruxa. O esbá deve ser feito na primeira noite de lua cheia – o plenilúnio – momento em que a Deusa se mostra a nós na sua face de Mãe, a Grande Deusa, Criadora de Tudo.

Resumidamente, o esbá ocorre da seguinte forma: e traçado o círculo mágico, em que a bruxa demarca a área no qual o ritual se dará, formando uma barreira entre esse local e o resto do ambiente, de modo a afastar energias perniciosas e conter o Poder dentro dele. Após traçar o círculo, segue-se a invocação dos guardiões. Então, invocam-se a Deusa e o Deus (ou apenas a Deusa, se a bruxa preferir trabalhar apenas com Ela).

Após a invocação acontece algum ritual de adoração dos Deuses, para que se entre em comunhão com eles. Então, vem a hora de se trabalhar a magia, se necessário. É a hora de se fazer os feitiços que a bruxa estiver precisando fazer.


Depois disso, se realiza o Grande Rito e então é a hora do Bolos e Vinhos. É a parte em que se consagra o pão e o vinho para depois consumi-los. Um pouco do pão e do vinho sempre é jogado no chão (ou no caldeirão, caso o ritual se dê em ambiente fechado) em oferenda aos Deuses. Se o ritual for em grupo, essa é a hora da confraternização entre os participantes, a hora da descontração e da conversa.

Após o Bolos e Vinhos, é a hora de se concluir o ritual. Primeiro se agradece aos Deuses pela Sua e depois os guardiões são dispensados. Então se abre o círculo, para que a sua energia volte ao Infinito e não permaneça no local. O esbá está concluído.

Os esbás da lua cheia são obrigatórios. Toda bruxa deve observá-lo. Opcionalmente, pode-se também observar os esbás da lua negra, dedicados à Deusa Negra. Algumas também celebram os sabás da lua crescente e da minguante. Cada fase da lua tem a sua finalidade.
E cada feitiço tem a sua fase da lua certa para ser realizado com sucesso.

Apresentei aqui um modo bem básico de se fazer um esbá. Mas o modo de fazê-lo varia muito de tradição para tradição (mais pra frente veremos o que é uma tradição) e de bruxa para bruxa.
Não há regra específica. Mais do que a regra, a intuição e o bom-senso é que são valorizados.

WICCA - a Religião


A Wicca é uma religião pagã, mas não a única. Existiram e existem várias outras além dela, com credo e filosofia não necessariamente igual. As Religiões pagãs são todas aquelas que divinizam a Natureza e o Ser Vivo. As formas de celebração, e consagração do divino, porém, são diferentes de uma para a outra.

Tenha em mente que a Wicca é uma religião nova e consolidada à partir dos ensinamentos da Antiga Arte. Muitos dos ensinamentos foram preservados, enquanto outros tiveram de ser adaptados à nossa época.

Um coven (fraternidade, grupo destinado a estudar e praticar a Wicca) é formado por 13 pessoas. Este possui um significado muito maior que apenas um bando de malucos vestidos de preto. Os laços de um coven são tão ou mais fortes do que os laços familiares. Nenhum coven sério se prestaria a "abrir vagas" para qualquer um. Para você ser aceito em um deles, será necessário que se crie um laço de amizade com os participantes.

Não procure um mestre. Estude sozinho, dedique-se, e procure manter contato com pagãos, não para vampirizar seu conhecimento, mas para trocar informações. Quando você estiver pronto, o mestre encontrará você. (isso caso você realmente necessite de um).

Antigamente a doutrina era passada de mãe para filha e muito era aprendido com a experiência do erro. A Tradição de Familia ainda esta presente em nossa sociedade. Aliás, a título de curiosidade, se não fossem as Tradições da Familia, hoje a Wicca não existiria, visto que foram estas tradições que conseguiram manter nossa Arte viva através dos tempos e das adversidades.

Tempos Ardentes ou "Burning Times"



Época das perseguições religiosas.

Na idade média, o cristianismo, religião anteriormente quase desconhecida, atinge seu maior número de adeptos. A força da Igreja tornou-se soberana em quase toda Europa.
No intuíto de tornar a religião cristã um religião universal e ampliar o poder da Igreja por interesses puramente econômicos, começaram as perseguições aos adeptos da antiga religião, culminando com tortura e morte de muitos inocentes. A sociedade começou a se fundamentar em um alicerce cristão, porém deturpado por interesses diversos, sendo criada a carta "Maleolus Malleficarum" (martelo das bruxas) estipulando condutas típicas que caracterizariam uma pessoa como "bruxo", e quem fosse considerado tal, seria condenado. O simples ato de se despir para se banhar em um lago isolado, um simples olhar de um rapaz "flertando" com uma moça ou de usar ervas (infusões, chás) para o tratamento de enfermidades, eram suficientes para acusar uma pessoa de bruxaria...
Esta era foi conhecida como tempos ardentes, onde os acusa
dos (sempre confessos mediante tortura) eram freqüentemente queimados vivos nas fogueiras. Isto serviu de exemplo para os que ainda não eram convertidos ao cristianismo.

Os cultos à Deusa e ao Deus eram realizados em locais afastados das cidades, em subterrâneos ou em locais de encontro que se alternavam no intento de não despertar a atenção dos caçadores de bruxas.
Muitos anos após, alguns grupos praticantes da Antiga Religião com prestígio dentro da sociedade despertaram sua conciência com as perseguições e começaram a tomar certas atitudes, influenciando altos juizes em várias porções da Europa. São vários os fatos que contribuiram para o fim das perseguições.

O Início Da Bruxaria




Muitos imaginam as bruxas como feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou atuando em ritos obscenos, integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes dos propósitos de uma verdadeira religião.
Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente, nasceu há cerca de mais de 35 mil anos atrás.

A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações.

Acredita-se que o homem começou a honrar a sua terra-mãe que lhe provia o sustento, isto na época de um resfriamento na crosta terrestre. Há muitos anos, nos primórdios da humanidade, grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até armadilha, onde alguns animais deixavam-se capturar.
Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser.
Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo, caça e caçador.
Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa.

A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça.

No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem.

A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente.

Quando a terra começou a se aquecer novamente, alguns grupos se deslocaram para outras regiões, enquanto outros fixaram-se. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados.
Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento.
O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera.
A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto.

Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo.
O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível.

No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmenes e galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo.


Criei este blog com a intenção de ajudar a outros, que, assim como eu, anseiam por algo que não conhecem, escutam o chamado, e mesmo sem saber como, precisam fazer algo a respeito…e também para ajudar aos que buscam uma palavra de carinho, ou mesmo uma singela ajuda espiritual para enfrentar seus problemas.

Tenho o objetivo de compartilhar com meus amigos e leitores os meus estudos,pesquisas e o que leio sobre assuntos relacionados a Grande Arte.

Eu não compartilho nada em que não acredite…coleto os textos de fontes que considero seguras e verdadeiras e repasso a vocês com os créditos para que tenham a liberdade de procurar e saber mais sobre o autor. Procuro sempre colocar os créditos abaixo das postagens, se acaso esquecer alguma, por favor, avisem-me que colocarei imediatamente.

Espero que possamos caminhar juntos,rumo à Luz e a Sabedoria!Grandes bênçãos a você, amigo visitante!

Boa Viagem!


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"O aprendiz que você é hoje antevê o mestre que você vai ser. Conhecimento só é poder quando passado para frente. A sabedoria é poder para O OUTRO. Se você é um aprendiz, mas se recusa a ser um mestre, seu aprendizado foi estéril, inútil e provavelmente irreal. Quem aprende DE VERDADE passa o conhecimento para frente."