O Deus Masculinizado




No mundo judaico-cristão a idéia de um Deus Masculino (seria mais correto dizer: Deus Masculinizado) nasce com a revelação da Thorah. O primeiro versículo da Bíblia Hebraica diz: BERESCHIT BARA ELOHIM (No princípio criou Deus).

A palavra Elohim (Deus) é do genero masculino plural. Masculino e não feminino. Nasce assim, toda uma mentalidade e uma maneira de nomear a Divindade. Elohim é um Deus Masculino, criador dos Céus e da Terra e formador da humanidade. Os outros nomes usados para a Divindade na Bíblia, também serão masculinos. Isto seguirá uma lógica cirúrgica, pois o Deus Masculino criará primeiro um homem e o favorecerá com uma parceira sexual: a mulher.

A história bíblica continua. Abraham (o patriarca Abraão) deixa sua cidade em Ur na Caldéia e busca um paraíso para a futura Tribo Hebraica. A Terra escolhida assusta a mentalidade constituída. Canaan orbita na cultura politeísta do fértil Tigre-Eufrates. Ali, deusas da terra compartilham seu leito com deuses do Céu. A Natureza exala seu perfume sedutor e os animais transcendem sua forma, revelando seu simbolismo iniciático. A Bíblia reconta a mitologia assirio-caldáica e a masculiniza. A harmonia dos contrários (yin-yang) é monopolarizada. O feminino desaparece dentro do masculino. O Patriarca Abraham ouve o chamado de seu Deus e funda uma religião centrada no homem, no Céu e no culto de um deus solitário. Fundamentando o sagrado masculino, um rito santificará o maior símbolo do poder dos homens: o pênis. O Rito da Circuncisão é uma aliança entre o macho e seu deus. As mulheres estão de fora, são profanas, não participam do ato religioso.

Entra em cena um segundo e importante personagem: Moisés. Educado no Egito dos Faraós, entre deuses e deusas que se misturam à vida quotidiana, Moisés aproveita a sólida teologia egípcia e reforma o antigo legado de Abraham. Ele é o homem que recebe a Lei das mãos do viril Deus de nome impronunciável: YHVH. O sacerdócio mosaico não abriga mulheres, não existem sacerdotisas. Todas as reminescências do paganismo assírio-egípcio são passadas numa peneira. Com Moisés o feminino sagrado deixa de existir. Judeus e cristãos não conhecem o poder sacerdotal da mulher. Definitivamente, Moisés coloca uma barba em Deus e leva para longe do Templo aqueles estranhos seres que sangram com a Lua: as mulheres!

Agora é a vez de um novo personagem: Yeschua Bar-Yoseph, mais conhecido como Jesus de Nazaré. Judeu por nascimento, grande conhecedor das escrituras sagradas de seu povo, ele não criou nenhuma religião. Jesus foi judeu até o fim de sua vida. Pregador carismático, poeta, andarilho, Jesus era seguido por homens e principalmente por mulheres. Os ensinamentos de Jesus, uma reinterpretação da Thorah a partir dos pobres de carne e de espírito, foi utilizado como instrumento de justificação para a tortura e a morte de milhares de mulheres. Com Abraham, Moisés e Jesus, estão formadas as bases teológicas do masculinismo sagrado. Um mundo onde o feminino apenas transparece.

Fora do mundo judaico-cristão, ideologicamente, uma brisa pareceu favorecer as mulheres. Contudo, o excessivo romantismo atrapalha bastante o discernimento dos modernos grupos pagãos e wiccanos. Uma rápida olhada na situação da mulher nas culturas nativas da América ou da áfrica, traça uma triste história de mutilações, raptos e escravidão familiar. Mas, não entraremos aqui em difíceis e insolucionáveis questões culturais. Houve um tempo, porém, em que a Divindade era adorada como mulher. Para o homem primitivo, pensar no divino como extensão de si mesmo era natural. A mãe, origem de tudo, parece o exemplo mais próximo e familiar.

Por volta de 70.000 AC, encontramos o Culto do Urso na Europa. Segundo paleoantropólogos, este foi o culto mais antigo no continente. Os primitivos olhavam o urso como um ancestral, um avô. Onde é hoje a cidade suiça de Berna (ber é urso em alemão), foram encontradas várias grutas datadas da idade atrás mencionada. Suportes, pedras-ara, ossadas humanas e ursídeas, indicavam a função sagrada daquele lugar.

O que mais chama a atenção é uma estranha evidência. Estamos predispostos a chamar esta primitiva e espontânea religião de "Culto do Urso". Mas, na verdade, assistimos ao nascimento do primeiro culto ao feminino: o "Culto da Ursa".

A Grande Ursa é o arquétipo da Deusa Mãe protetora, altiva, fecundadora e fértil. Sua aparência quase-humana, nos remete ao mistério da feminilidade. As deusas-animais sobreviventes beberam, direta ou indiretamente, do leite da Grande Ursa:
- Artio, Callisto, Rhpisunt: queridas deusas-ursa;
- Acca Laurentia, Spako, Rhea Silvia: temíveis deusas-loba;
- Epona, Hekate, Menalippe, Samjuna: incompreendidas deusas-égua.

Caminhando pelo universo maternal e divino, notamos que as mais antigas obras de Arte são imagens de mães. Encontradas entre as datas de 35.000 a 10.000 AC, da áfrica à Europa, elas forma batizadas de "Vênus": a Vênus de Willendorf, a Vênus do Nilo, etc. Na Antiga Grécia as primitivas divindades femininas são substituídas e resignificadas pelo patriarcalismo oriundo da ásia Menor. Exemplos disso são: Ariadne, a Toda-Poderosa Senhora Mãe da Ilha de Creta, transforma-se em personagem secundária da Mitologia; Hekate, Deusa Universal é jogada vergonhosamente no Submundo; as aladas e benéficas Sereias são encarceradas no mar e tornam-se sedutoras malignas de homens. Os Cultos Agrários da Velha Roma também mudados. O Sacerdócio Feminino dos Sabeus, perde para o ícone do machismo religioso do Ocidente: o sacerdote estatal Romano. Estes personagens deixarão herdeiros seculares: os padres católicos. Roma dará um golpe quase fatal no coração feminino. Ela transfere o sacerdócio da mulher no Templo para o pé da lareira, em casa.

É importante que o Movimento Neo-Pagão saiba o que quer. Queremos uma volta às antigas tradições, mas mesmo entre os pagãos existiam (e existem) machistas. Antes de Roma e Grécia, o Egito deu o exemplo. Os Cultos e as divindades Lunares são trocados pelos Solares. Os deuses diurnos ofuscam os noturnos, os deuses luminosos apagam os sombrios. Sombra e escuridão passam a ser sinônimos de maldade e perigo. Na índia pré-Védica, os invasores indo-europeus submetem os povos druídas e o sacerdócio centrado na Terra Mãe. Mais uma vez a ocorre a injusta substituição. Kali, Naga, e outras Deusas telúricas viram acompanhantes de deuses dominadores.

A Deusa


O período neolítico não conhecia deuses, vigorava o matriarcado, com a Deusa-Mãe.
O conceito de paterno inexistia e a moral, a ciência e a religião ocupavam a mesma esfera.
Com a instituição do patriarcado, o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino.
Com o fim da era de Peixes, tipicamente masculina, o reinado feminino retorna em Aquário para resgatar Sofia, o arquétipo da Sabedoria.
Assim como o Taoísmo primitivo, todas as religiões ancestrais visualizavam o Universo como uma generosa Mãe.
Nada mais natural: não é do ventre delas que saímos? De acordo com o mito universal da Criação, tudo teria saído dela.
Entre os egípcios, era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu. Entretanto, ela não era apenas fonte de vida, como também senhora da morte.
O culto a Grande Mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas. Descobertas arqueológicas realizadas em sítios neolíticos testificam a existência de uma sociedade agrícola pré-histórica bastante avançada, na região da Europa e Oriente Médio, onde homens e mulheres viviam em harmonia e o culto à Deusa era a religião.
Não há evidências de armas ou estruturas defensivas, onde se conclui que esta era uma sociedade pacífica.
Também não há representações, em sua arte, de guerreiros matando-se uns aos outros, mas pinturas representando a natureza e uma grande quantidade de esculturas representando o corpo feminino.
Essas esculturas também foram encontradas em Creta, datadas de 2.000 a.C.
Na sociedade cretense as mulheres exerciam as mais diversas profissões, sendo desde sacerdotisas até chefes de navio.
Platão conta que nesta sociedade, a última matrifocal de que se tem notícia, toda a vida era permeada por uma ardente fé na natureza, fonte de toda a criação e harmonia.
Segundo historiadores, a passagem para o patriarcado deu-se em várias esferas.
Na velha Europa, a sociedade que cultuava a Deusa foi vítima do ataque de poderosos guerreiros orientais - os kurgans. O Cálice foi derrubado pelo poder da Espada.
Outro fator decisivo para tal transformação foi o crescimento da população, que levou as sociedades arcaicas à "domesticação da terra".
Os homens tinham que dominar a natureza, para obrigá-la a produzir o que queriam.
Com a descoberta de que o sêmen do homem é que fecunda a mulher (acreditava-se que esta gerasse filhos sozinha), estabeleceu-se o culto ao falo, sendo este difundido pela Europa, Egito, Grécia e ásia, atingindo o seu ápice na índia.
Com o advento do monoteísmo e do patriarcado, e a conseqüente dominação da mulher, o culto ao falo estabeleceu-se em definitivo.
"O monoteísmo não é apenas uma religião, é uma relação de poder.
A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não crente."

Jeová, Deus dos Hebreus, em cujos mandamentos assentam-se as raízes da nossa civilização judaico-cristã, é o melhor exemplo do Deus patriarcal.
Ele é um Deus guerreiro, que esmaga os inimigos do seu povo eleito com toda a sua força poderosa, esperando em troca fidelidade e obediência aos seus mandamentos.
Ele trabalha com o medo.
O mito de Lilith mostra bem essa passagem do matriarcado para o patriarcado.
Recusando-se a submeter-se à Adão, tentava igualdade com ele. "Por que devo deitar-me sob ti?", ela questiona, e é punida por Jeová, que envia um anjo para expulsá-la do Paraíso.
Blasfemando e criando asas, numa demonstração de liberdade, Lilith abandona o Paraíso e voa para o Mar Vermelho, onde dá início a uma dinastia de demônios. Mas Adão fica, e sente-se só.
Jeová então cria Eva, a mulher, condenada eternamente à inferioridade.
Como enunciava Santo Agostinho, a mulher não era a imagem de Deus, apenas o homem era. Ela era, no máximo, a imagem de uma costela. Embora a personagem do Deus cristão seja bem mais suave do que seu antecessor (o Deus de Jesus é piedoso e compreensivo, enquanto Jeová distribui medo e castigos), na opinião de muitos a totalidade feminina encontra-se cindida na mitologia cristã: maternidade e sexualidade. A Virgem e Maria Madalena. Nos Evangelhos Apócrifos, Madalena é tida como líder ativa no discipulado de Cristo. O Evangelho de Felipe ressalta a união do homem e da mulher como símbolo de cura e paz, e estende-se ao relacionamento de Cristo e Madalena, a companheira do Salvador. Contrapondo-se à figura de Madalena, a Virgem está associada apenas ao lado maternal do feminino, estático e protetor.

Sempre retratada através da Virgem, de Madalena, Hera, ísis, Deméter, Atena, Diana, a Lua, a Natureza, Hécate, Afrodite, Lilith e tantas outras, a figura da Deusa vem ressurgindo, cada vez mais e com mais força.

o COMEÇO DE TUDO



Wicca é uma palavra do inglês arcaico que quer dizer "bruxo" (plural: wicce). Há quem diga que seu significado é "sábio", mas isso não corresponde à verdade.

A palavra tem sua origem na raiz indo-européia "wikk-", significando "magia", "feitiçaria". O nome Wicca é o mais usado para denominar essa religião. Ela também é conhecida como Bruxaria, Feitiçaria, Antiga Religião e Arte dos Sábios, ou simplesmente, a Arte.


As origens da Bruxaria remontam à aurora da humanidade. As crenças começaram a tomar forma no Paleolítico, há aproximadamente vinte e cinco mil anos. Neste período, o ser humano era nômade e suas principais fontes de subsistência eram a caça e a coleta. Tudo era misterioso para o homem e a mulher do paleolítico: o trovão, o sol, a escuridão... Para eles, o mundo era um lugar perigoso, cheio de forças que deveriam ser temidas, respeitadas e reverenciadas. Com o tempo, a idéia das forças foi evoluindo para a idéia de Deuses.

Um dos primeiros e, seguramente, o mais importante Deus primitivo a surgir foi o Deus de Chifres. Para que o clã nômade sobrevivesse, uma das principais atividades era a caça: dela provinham carne para alimentar-se, peles para vestir-se, ossos e chifres para fazer instrumentos. Assim, tomou forma na mente do ser humano primitivo a idéia de um Deus das Caçadas, dotado de chifres, símbolo de seu poder. Alguns membros do clã iniciaram a prática de atividades de caráter mágico-religioso, compostos por um elemento religioso (esboços de rituais e mitos dedicados à adoração do Deus de Chifres, forças da natureza e espíritos dos antepassados) e por um elemento mágico (práticas que tentavam atrair a benevolência destas divindades e espíritos, a fim de manipulá-las para interesses práticos do clã). Neste momento estava se delineando algo que se assemelhava muito a grosso modo com uma classe sacerdotal. Estes "sacerdotes" realizavam ritos do que hoje é denominado magia simpática, ou seja, práticas baseadas na atração dos semelhantes. Pintavam-se cenas de membros do clã vencendo e abatendo animais cobiçados, para garantir o sucesso da próxima caçada. Miniaturas destes mesmos animais eram confeccionadas, em osso, chifre ou barro, e então simulava-se sua caça e abate. Estes ritos eram geralmente dirigidos por um destes "sacerdotes", geralmente usando a primeira de todas as túnicas: peles de animais e uma máscara dotada de chifres.

Em Trois Frères, na França, existe uma pintura de doze mil anos, conhecida como "Le Sorcière" ("O Feiticeiro"). é a figura de um homem vestido de peles, com cauda e chifres de cervo. A sua volta, paredes cobertas por pinturas de animais em caçadas. A seus pés, uma saliência na rocha, constituindo um altar. Mas as caçadas não eram a única coisa que fazia o clã sobreviver. Havia um Mistério: o da fertilidade. O clã precisava continuar. De tempos em tempos, a barriga das mulheres crescia, e, ao fim de algumas luas, delas surgia um novo membro da tribo, pequeno, mas que crescia com o passar do tempo. Os animais também tinham filhotes, e isso garantia o alimento das futuras gerações. A chave de todo esse Mistério era a mulher, aquele enigmático ser que, se já não bastasse ser a única responsável pela continuação da tribo (ainda não havia a consciência da participação do homem na reprodução), também alimentava as crianças com leite de seu próprio corpo. Além disso, aquela criatura mágica vertia sangue de dentro de seu corpo em algumas ocasiões, mas mesmo assim não morria.

Todas estas constatações deram origem ao surgimento de uma Deusa da Fertilidade, uma Grande Mãe. Figuras pré-históricas desta Deusa são incontáveis. Uma das mais famosas é a Vênus de Willendorf: seu corpo parece uma grande massa disforme da qual se destacam um gigantesco par de seios e uma proeminente barriga grávida. Ela não tem pés nem braços, e seu rosto está coberto. Estas características são comuns a várias outras "Vênus" pré-históricas, e se devem à ênfase que o ser humano primitivo dava ao aspecto de fertilidade da mulher.


A Deusa era a Grande Mãe Natureza, fonte de toda a vida. Com o tempo, os homens foram se conscientizando de seu papel na reprodução, e o aspecto de fertilizador passou a ser mais um dos atributos do Deus de Chifres. Ele tornou-se filho da Deusa, pois dela era nascido, e também seu amante, pois a fertilizava para que um novo ser surgisse. A partir desta concepção, novos ritos foram adicionados às práticas mágico-religiosas, onde esculpiam-se ou pintavam-se animais ou humanos copulando, e todo o clã entregava-se ao ato sexual, já tendo recebido a graça dos Deuses.


No Neolítico, o ser humano desenvolveu a agricultura, e começou a formar aldeias e povoados. Com a descoberta das técnicas de plantio, a Deusa assumiu maior importância, passando a acumular também o aspecto de guardiã da colheita. O Deus de Chifres começou a ganhar uma nova face, a de alegre Deus das Florestas, protetor dos animais e criaturas dos bosques. Quando o homem adquiriu a noção das estações do ano, esboçaram-se as primeiras idéias sobre a Roda do Ano.


Havia um período quente e fértil, onde realizavam-se as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Neste período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e caíam e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver só dos alimentos armazenados. Quem regia este período era o Deus das Caçadas, que também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nesta época nasceram também os primeiros conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo subterrâneo que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.


As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos e nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do gado e a época de sua liberação ao pasto. Nestas datas, juntamente com as de mudanças de estação, realizavam-se encenações de mitos nos quais um Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova.


Estes cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar representantes como os druídas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável, e acumulavam funções como a de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os Cultos de Mistério, dos quais deve destacar-se os Ritos de Elêusis e os Mistérios órficos. Também foram de grande importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em mente que estas são linhas gerais do início da bruxaria, que confunde-se com o surgimento das primeiras manifestações religiosas humanas.


O que foi relatado acima aconteceu, em épocas diferentes, nos mais variados lugares. é verdade que nem tudo ocorreu exatamente da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas civilizações, na Europa ainda vivia-se de caça e coleta. Mas o que impressiona e é importante não são as diferenças, e sim as semelhanças dos primeiros esboços de religião.


Autoria: Daniel Pellizzari
Fonte: Alemdalenda

PRINCÍPIOS BÁSICOS

A Wicca é uma religião em que não existem livros sagrados, nem profetas a justificá-los, hierarquia ou dogmas. Não faz apelo a uma fé única e exclusiva, não tem mandamentos e promove acima de tudo o respeito e a diversidade. Não é também um sincretismo religioso porque vários sincretismos são possíveis. é uma escolha pessoal para aqueles que sentem que a sua percepção do sagrado não só não se enquadra nos esquemas tradicionais como é algo demasiado individual para se sujeitar a conjuntos de regras e crenças que outros determinaram.


As poucas regras existentes na Wicca têm um caráter essencialmente funcional e são vistas não como mandamentos de qualquer divindade ou profeta iluminado, mas como simples normas de relacionamento entre pessoas que partilham interesses comuns. São apenas alguns princípios genéricos ligados a valores ecológicos e individuais de largo consenso e à liberdade de expressão da religiosidade como é sentida e recriada por cada um. O seu espírito está bem patente na regra básica "Faz o que quiseres desde que não faças mal", a única regra que todos os membros da Wicca procuram seguir.


A Wicca tem a sua maior implantação nos países anglo-saxônicos, onde a longa tradição democrática e o Protestantismo permitem um maior individualismo - chamando a estes praticantes de Bruxos Solitários. E para além das práticas individuais, os wiccanos agrupam-se em pequenos núcleos, tradicionalmente de 13 pessoas - ao qual chamamos de Coven. Cada Coven possui as suas regras e tradições; e ainda podem juntar-se em grandes encontros. Nestes encontros estendem-se ao campo religioso os princípios de liberdade de expressão e de associação já há muito aplicados em outros setores da sociedade. Ao contrário de outras religiões e de outras organizações, não existe aqui uma estrutura hierárquica nem uma autoridade central.


Os wiccanos recomendam àqueles que buscam a Arte, que aceitem esses poucos princípios básicos:


Nós praticamos ritos para nos alinharmos ao ritmo natural das forças vitais, marcadas pelas fases da Lua, e aos feriados sazonais.


Nós reconhecemos que nossa inteligência nos dá uma responsabilidade única em relação a nosso meio ambiente. Buscamos viver em harmonia com a Natureza, em equilíbrio ecológico, oferecendo completa satisfação à vida e à consciência, dentro de um conceito evolucionário.


Nós damos crédito a uma profundidade de poder muito maior que é aparente a uma pessoa normal. Por ser tão maior que ordinário, é às vezes chamado de "sobrenatural", mas nós o vemos como algo naturalmente potencial a todos.


Nós vemos o Poder Criativo do Universo como algo que se manifesta através da Polaridade - como masculino e feminino - e que ao mesmo tempo vive dentro de todos nós, funcionando através da interação das mesmas polaridades masculina e feminina.


Não valorizamos um acima do outro, sabendo serem complementares.


Nós reconhecemos ambos os mundos exterior e interior, ou mundos psicológicos - às vezes conhecidos como Mundo dos Espíritos, Inconsciente Coletivo, Planos Interiores, etc. - e vemos na interação de tais dimensões a base de fenômenos paranormais e exercício mágico.


Não negligenciamos qualquer das dimensões, vendo ambas como necessárias para nossa realização.


Nós não reconhecemos nenhuma hierarquia autoritária, mas honramos aqueles que ensinam, respeitamos os que dividem maior conhecimento e sabedoria, e admiramos os que corajosamente deram de si em liderança.


Nós vemos religião, mágica, e sabedoria como sendo unidas na maneira em que se vê o mundo e se vive nele - uma visão de mundo e filosofia de vida, que identificamos como Bruxaria ou o Caminho Wiccano.


Chamar-se "Bruxo" não faz de você um Bruxo - assim como a hereditariedade, ou a coleção de títulos, graus e iniciações.


Um Bruxo busca controlar as forças interiores, que tornam a vida possível, de modo a viver sabiamente e bem, sem danos a outros e em harmonia com a Natureza.


Nós reconhecemos que é a afirmação e satisfação da vida, em uma continuação de evolução e desenvolvimento da consciência, que dá significado ao Universo que conhecemos, e a nosso papel pessoal dentro do mesmo.


Nossa única animosidade acerca da Cristandade, ou de qualquer outra religião ou filosofia, dá-se pelo fato de suas instituições terem clamado ser "o único verdadeiro e correto caminho", e lutado para negar liberdade a outros, e reprimido diferentes modos de prática religiosa e crenças.


Não nos sentimos ameaçados por debates a respeito da História da Arte, das origens de vários termos, da legitimidade de vários aspectos de diferentes tradições.


Somos preocupados com nosso presente e com nosso futuro.


Nós não aceitamos o conceito de "mal absoluto", nem adoramos qualquer entidade conhecida como "Satã" ou "o Demônio" como defendido pela Tradição Cristã.


Não buscamos poder através do sofrimento de outros, nem aceitamos o conceito de que benefícios pessoais só possam ser alcançados através da negação de outros.


Trabalhamos dentro da Natureza para aquilo que é positivo para nossa saúde e bem estar.

Poder no corpo Humano




O corpo humano possui vários centros de poder. No nível físico, esses centros funcionam para manter o corpo e seus órgãos. Também conhecidos como "chackras", os pontos de poder ativam certas áreas de nosso corpo astral e, aprendendo a trabalhar com eles, podemos explorar melhor a nossa natureza humana.



1. Centro de Energia
Também chamado de Centro do Fogo ou Centro da Serpente, esse é o assento de poder onde residem energias vitais concentradas e energias psíquicas. É um ponto de transmissão ligado ao plano astral, como se fosse uma espécie de portal. Como todos os centros psíquicos, ele é influenciado pela Lua. O próprio Centro da serpente é influenciado pela Lua Nova, cuja energia é procriativa, potencial e latente.



2. Centro Pessoal
É receptivo e transmissivo. Sua função é lidar com a condensação e a manifestação das energias astrais. É um dos muitos portais que a alma deixa para sair do corpo físico. Grandes quantidades de energia podem ser atraídas e enviadas por essa área, que é bastante usada em práticas xamãnicas.



3. Centro de Poder
Também é transmissivo e receptivo e lida com as energias vitais. Através dele nós alimentamos o nosso corpo físico e astral. É um centro ligado è energia da Lua Cheia, o que o torna mais poderoso. É o Fogo Sagrado dos alquimistas, que transforma tanto a matéria quanto o espírito. As bruxas italianas também tem esse componente presente na chama espiritual.



4. Centro Emocional
É essencialmente receptivo, mas também transmite. Este centro lida com os sentimentos e a ética dos humanos. É associado ao elemento criativo da Água e nos permite sentir outra pessoa em um nível emocional.



5. Centro Vibracional
É transmissivo e trata da causa das ações e das reações. Apesar de todos os centros não serem físicos, este é o mais ligado á realidade física que os outros. está associado ao elemento criativo do Ar. O Ar é o meio que transporta as vibrações e influi em sua eficácia.



6. Centro Psíquico
É receptivo, mas também funciona de modo transmissivo. É também chamado de Terceira Visão ou Centro da Pureza. É um centro muito ativo e ponto de saída para o plano astral. Também é associado ao elemento Ar.



7. Centro Divino
É receptivo e transmissivo. É o nosso self mais elevado e ponto de nossa união com a Criação. Ele dá vida aos outros centros e faz conexão com a luz divina. Podemos ver a aura do corpo como um campo de energia formado pelas emanações de cada centro de poder sob influência do nível divino.

A Carga de Aradia


"Ouçam as palavras da Grande Deusa, que em outras eras era chamada de Ártemis, Diana, Astarte, Ishtar, Afrodite, Cerridwem, Morrigan, Freya entre muitos outros nomes.
Sempre que necessitarem da Minha ajuda, reúnam-se em um local secreto, pelo menos uma vez por mês, especialmente na Lua Cheia. Saibam que Minhas leis e amor os tornarão livres, pois nenhum homem pode proibir seu culto a Mim em suas mentes e em seus corações. Prestem atenção a como vocês chegarão à Minha presença, e Eu lhes esnsinarei profundos mistérios, antigos e poderoso. Não exijo sacrifícios, nem dor em seu corpo, pois Sou a Mãe de todas as coisas, a Criadora que os criou a partir de Meu amor, e Aquela que dura através dos tempos.
Sou Aquela que é a beleza da Terra, o verde das coisas vivas. Sou a Lua Branca cuja luz é plena entre as estrelas, e suave sobre a Terra. Que Meu alegre culto esteja em seus corações, pois todos os atos de amor e prazer são Meus rituais. Vocês Me vêem no amor de homem e mulher, pais e filhos, entre humanos e todas as Minhas criaturas. Quando vocês criam com suas próprias mãos, lá estarei Eu. Eu sopro o sopro da vida nas sementes que plantam, seja uma planta ou criança. Estarei sempre a seu lado, sussurando palavras ternas de sabedoria e orientação.

Todos os que buscamos Mistérios devem vir a Mim, pois Eu sou a Verdadeira Fonte, a Guardiã do Caldeirão. Todos os que buscam Me conhecer sabem disso. Toda a sua busca e seus anseios são inúteis a não ser que conheçam o Mistério: pois se o que buscam não conseguem achar em seu interior, não o conseguirão no exterior. Portanto, atentos, estou com vocês desde o princípio, e os recolherei ao Meu seio ao fim de sua existência terrena."

CAVALARIA - Codigo de Honra da Bruxaria



Sabendo que a Arte dos Sábios é a crença mais honrada e antiga da história da humanidade, ela impõe que todas as Bruxas, no ato de respeitar os Antigos Deuses, os irmãos e irmãs da Arte, e eles mesmos devem saber que:


I - Cavalaria é um alto código de honra, da qual é maioria originada do paganismo antigo, e deve ser vivida por todos aqueles que seguem os caminhos antigos.


II - Todos devem saber que pensamentos e intenções colocadas nessa face da Terra, vão encerrar fortes nas profundezas de outros mundos, e retornará. Tudo o que você planta, você deve colher.


III - É apenas preparando nossas mentes para sermos Deuses, que conseguiremos alcançar a mente dos Deuses.


IV - Acima de tudo, ser sincero consigo mesmo.


V - A palavra de uma Bruxa deve ter a validade de algo assinado ou de uma testemunha de um juramento. Dê apenas a sua palavra escassamente, e apegue-se a ela como ferro.


VI - Evite falar de doença para os outros, já que nem todas as verdades devem ser ditas.


VII - Não fale sobre outras pessoas, coisas que você apenas ouviu falar, já que a maioria das coisas que falam, é tudo mentira.


VIII - Seja honesto com os outros, e deixe claro que você também espera encontrar honestidade nessas pessoas.


IX - A fúria do momento, joga loucura com a verdade; ter a confiança de alguém é uma virtude.


X - Pense sempre nas conseqüências de seus atos sobre os outros. Ataque sem fazer mal.


XI - Muitos covens devem ter várias visões de amor entre os membros e com os outros. Quando um coven, um clã ou um grupo é visitado ou juntado, cada membro deve manter silêncio sobre suas práticas e suportar a vontade de falar para os outros.


XII - Dignidade, delicadeza e bom-humor são coisas para ser admiradas.


XIII - Como uma bruxa, você tem poderes, e eles terminam fortes, à medida que sua sabedoria aumenta. Portanto, exercite como manejar sua força.


XIV - Coragem e honra prevalecem para sempre. Seus ecos permanecem quando a montanha se transforma em pó.


XV - Garanta amizade para todos que você acha que merecem. Dando força às outras pessoas, elas também darão força à você.


XVI - Você nunca, jamais deve revelar os segredos de outra Bruxa ou Coven. Algumas pessoas têm trabalhado duro durante muito tempo para conseguir certas coisas, e as tratam como grandes tesouros.


XVII - Como há diferenças entre os praticantes dos caminhos antigos, aqueles que estão nascendo não devem ouvir e nem ver nada.


XVIII - Aqueles que seguem o caminho dos Mistérios devem estar acima das reprovações dos olhos do mundo.


XIX - As leis da terra devem ser obedecidas toda vez que possível e dentro da razão.


XX - Tenha orgulho de você mesmo, e procure atingir a perfeição do corpo e da mente. Já dizia a Dama: "Como você pode se orgulhar de outra pessoa, se você não tem orgulho de si mesmo?"


XXI - Aqueles que procuram os Mistérios devem se considerar escolhidos dos Deuses, já que são eles que devem liderar a raça humana para os mais altos tronos e acima das estrelas.

EXERCÍCIOS FÍSICOS




É importante fazer estes exercícios antes de começar qualquer trabalho do oculto para ter seu corpo trabalhando calma e perfeitamente.

Deite-se numa superfície dura. Respire profundamente e relaxe o corpo, músculo por músculo, começando pela cabeça indo lentamente para baixo, comandando cada músculo a relaxar. Quando percorrer todo o seu corpo, volte para a cabeça e veja se algum músculo está tenso. Repita o processo até todos os músculos estarem relaxados.


Respiração

O mais importante na técnica de respirar é não forçar, particularmente pela contração da garganta. O ar deve ser levado para o fundo dos pulmões pelo simples método de empurrar o abdômen para fora e fazer com que o ar seja absorvido naturalmente até que os pulmões estejam completamente cheios. Esteja consciente de que o ar está passando para cima e para baixo na parte da garganta e não por meios nasais. O ar deve ser detido por alguns segundos. A expiração deve sugar o abdômen para dentro de maneira que o ar seja dispersado naturalmente e sinta-se que deixa a parte dos pulmões por ultimo. Mantenha o ar retido usando o diafragma e os músculos do tronco.

Respirar vagarosamente contando até oito, reter a respiração contando até quatro, exalar o ar contando até oito e conservar os pulmões vazios contando até quatro. A velocidade da contagem depende da preferência de cada um.

Esta respiração, Respiração Quádrupla, pode ser feita a qualquer hora do dia.

Olhe para as coisas prestando atenção em todos os seus detalhes. Aprecie as cores, a textura, a forma, o cheiro. Analise todos os aspectos como se estivesse vendo tudo pela primeira vez. Isto enriquecerá a imaginação.

Enquanto estiver fazendo exercícios de respiração, pode-se imaginar que o corpo toda respira através dos poros. A pessoa imagina a respiração passando dentro e fora do corpo todo. Pode-se também isolar certas partes do corpo, como as mãos. À medida que expira, visualize as coisas indesejadas dentro de você fluindo para fora. A pessoa não tem que visualizar a expiração como que carregando os produtos indesejáveis e estragados, em certas operações, a expiração, que pode ser dirigida, é sentida como purificante.


Quando estiver em momentos de nervosismo, impaciência ou quando achar necessário, faça o seguinte exercício:
Fique em pé num lado da sala e localize um ponto de fácil acesso na parede oposta. Decida atravessar a sala e tocá-lo. Faça isso, vire-se e identifique um ponto arbitrário similar na parede que você estava antes. Decida atravessar a tocá-lo. Repita quantas até que se sinta calmo e controlado. Este exercício coloca você num,a situação em que pode controlar, ganhando força e confiança para retornar à situação original.


Meditação:

Escolha um lugar tranqüilo e fique numa posição cômoda. Faça exercícios de respiração, elimine qualquer tipo de pensamento e relaxe. Comece a recitar o mantra "OM" lentamente. Sinta as vibrações em todo o seu corpo produzindo sensações diferentes.

Este exercício deve durar aproximadamente 20 minutos. Com a prática, aumente para 2 ou 3 horas.


Modelando os Elementais:


Modelar em elementais é um exercício muito útil para ampliar a consciência e desenvolver a intuição.

Modelar em barro é um exercício: terrestre e estabilizante.
Brincar e desenhar na água parada ou em movimento.

Brincar com o ar, dançar e fazer gestos.

Para o elemento fogo pode-se usar um incenso ou um pedaço de madeira em brasa, fazendo desenhos no escuro.

Rituais do mês atual

Março



05. Celebração de Ísis pelos Navegantes
Os marinheiros e navegantes do Egito costumavam pedir orientação a Ísis em suas viagens e este dia era dedicado a agradecer a ela pela ajuda prestada.
Hoje, peça a Ísis orientação sobre algum assunto que preocupa.
Faça seu pedido acendendo um incenso de lótus ou mirra.


06. Dia do Deus Marte
Este dia era dedicado a homenagear o Deus da Guerra e da Agricultura.
Acenda um incenso de patchuli diante de uma vela vermelha e uma miniatura de espada.
Peça a Marte para lhe dar coragem e força para realizar suas metas.
Passe a espada na chama da vela e no incenso três vezes e deixe-a entre os dois até ambos se apagarem. Se a vela queimar até o fim,
carregue a espada com você como um poderoso amuleto de força.


07. Primeiro dia do Festival de Cait sith
Segundo a tradição galesa, de tempos em tempos Cait Sith, um gato mágico do mundo das fadas, nos visita.
Deixe um pires de leite na porta de sua casa durante os dois dias deste festival para atrair a simpatia deste gatinho que lhe trará muita boa sorte.

08. Segundo dia do Festival de Cait Sith


14. Dia das Sereias e Seres do Mar
Hoje é dia de prestar uma homenagem a todos os seres encantados do mar.
Se puder estar perto do mar neste dia, oferecer às águas uma rosa branca,
mentalizando amor e amizade antes de entregá-la ao oceano.
Se não puder estar perto do mar, colocar água e sal grosso numa bacia
e colocar as pétalas de uma rosa branca,
pedindo que renovem sua energia e tragam muito amor para a sua vida.


16. Dia do Festival de Dionísio
Este é o Deus Greco-Romano do vinho, também conhecido como Baco.
Ele também domina os grãos, a fertilidade e a alegria.
Hoje, reúna os amigos para uma pequena celebração a Dionísio,
fazendo um brinde com vinho em honra a ele.
Todos os que participarem deste alegre ritual terão como companheira de vida a alegria.


18. Dia do Festival de Astarte
Essa antiga tradição de Canaã homenageia Astarte, a Rainha do Paraíso.
Desperte esse antigo ritual pintando um ou mais ovos,
colocando nele(s) os seus desejos.
No dia seguinte, ofereça a um bom amigo e estará dando boa sorte para os dois.


21. Equinócio de Outono/Mabon
Tempo de colheita, tempo do grande Deus ceder sua posição, fabricar vinho, colheita de frutos.
A Deusa chora pelo seu consorte, que para defender o povo partiu em batalha,
e este é outro ponto de equilíbrio entre dia e noite,
mas sabemos que gradualmente a noite vai ganhar terreno, gerando uma crise de consciência à vista das mudanças que estão por vir.
Mabon é um período de morte e renovação,
quando as folhas ficam douradas e as hortas se reciclam, e antigamente abatiam-se animais cuja carne seria salgada para consumir no Inverno. Na cidade, a melhor forma de celebrar este sacrifício ritual,
é doando o que não se usa mais,
especialmente roupas, para pessoas carentes,
ou fazendo tarefas que normalmente se considera um sacrifício,
conscientes de que o sacrifício imprime autodisciplina.
Muitas tradições consideram Mabon o tempo da água,
e frequentemente fazem rituais à beira do mar ou lagos,
símbolos dos ciclos eternos das marés.
Em geral, qualquer ritual ou reunião de Mabon deve haver muita música, canto em conjunto e companheirismo.
É momento de refletir e meditar.
Simboliza a nossa viagem espiritual que deve ir até a escuridão para despertar nossa luz. Carregue hoje em seu bolso sementes de romã para ajudá-la em sua jornada espiritual e preste atenção em tudo o que vir e sentir.

22. Dia de Hércules.
Hércules foi um semideus que realizou muitas façanhas, algumas consideradas impossíveis. Reveja hoje antigos projetos adormecidos.


24. Dia de Heimdall.
Vinda da mitologia germânica, esta antiga tradição lembra-nos do deus Heimdall,
guardião da ponte Bifrost,
arco-íris que liga a Terra a Asgard, o reino dos Deuses.
Hoje, desenhe em um papel virgem um arco-íris,
pintando-o com todas as suas sete cores.
Escreva embaixo dele seu desejo e cole-o atrás de um espelho,
deixando-o lá durante o dia inteiro.
Seu desejo será assim levado por Heimdall e apreciado pelos Deuses.


27. Primeiro dia do Festival de Athena.
Athena é a Deusa grega da Sabedoria e Poesia, e neste festival os poetas e artistas são homenageados também. Durante os três dias do festival, acenda uma vela amarela e passe um cristal branco pela chama, deixando o cristal perto da vela até o terceiro dia. No último dia, você pode pegar o cristal e levá-lo consigo como um poderoso talismã que conferirá sabedoria e discernimento aquém o trouxer consigo, além de ampliar a intuição.


28. Segundo dia do Festival de Athena.

29. Terceiro dia do Festival de Athena.



fonte:


http://www.dicasdebruxas.com.br

Constituintes do Coven



Os Covens não possuem graus hierárquicos.

Variando de Coven para Coven, pode existir uma estrutura organizacional, porém todos são vistos como iguais (sacertotes e sacerdotisas dos Deuses).

Normalmente os membros são:

- Alta Sacerdotisa - a líder feminina de um Coven, normalmente de 3º grau. Ela representa a Deusa em um ritual.
- Alto Sacerdote - o líder masculino de um Coven, normalmente de 3º grau. Ele representa o Deus em um ritual.
- Anciã(o) - um membro do Coven, com mais experiência, que mereceu seu 3º grau e que seja ou tenha sido uma Alta Sacerdotisa ou Alto Sacerdote em seu próprio Coven.
- Terceiro Grau - completa e total dedicação aos Deuses e à Comunidade Wicca.
- Segundo Grau - completou o seu 1º grau e é qualificado para ensinar estudantes do primeiro grau. É o grau do verbo "fazer".
- Primeiro Grau - aquele que se dedicou a aprender a Arte. Este é o grau do verbo "saber".
- Dedicado - aquele que está aspirando o primeiro grau, e já passou pelo ritual de deidicação ao deuses e ao caminho da Wicca.
- Neófito - uma pessoa interessada em Wicca, mas que ainda não iniciou seus estudos na Arte.


Os Covens devem escolher uma Alta Sacerdotisa e um Alto Sacerdote que sejam democráticos e bons, além de justos e sábios, porque não importa o que os outros membros do Coven falem...

É a Alta Sacerdotisa quem dá a palavra final, mesmo que seja essa, contra todos os outros.

E se alguém não quiser acatar a ordem da Alta Sacerdotisa, ele deve, humildemente, reunir-se com o coven e expressar o seu desejo de fundar um novo coven.

Assim, todos aqueles que quiserem segui-lo deverão fazê-lo e partirão com as bênçãos dos que ficarem, para que não haja atrito e possam os dois covens, portanto, viver em perfeito amor, confiança e harmonia.

Bruxas são assim...






É gente de conteúdo interno que transcende a compreensão medíocre, simplória.
É gente que tem idealismo na alma e no coração, que traz nos olhos a luz do amanhecer e a serenidade do ocaso.

Tem os dois pés no chão da realidade.

É gente que ri, chora, se emociona com uma simples carta, um telefonema, uma canção suave, um bom filme, um bom livro, um gesto de carinho, um abraço, um afago.

É gente que ama e curte saudades, gosta de amigos, cultiva flores, ama os animais.

Admira paisagens.

Poeira traz lembranças de chão curtido de sonhos passados.

Escuta o som dos ventos.
Dança a dança do mundo pelo simples prazer de dançar.
É gente que tem tempo para sorrir bondade, semear perdão, repartir ternura, compartilhar vivências e dar espaço para as emoções dentro de si.

Emoções que fluem naturalmente de dentro de seu ser!
É gente que gosta de fazer as coisas que gosta, sem fugir de compromissos difíceis e inadiáveis, por mais desgastantes que sejam.

Gente que semeia, colhe, orienta, se entende, aconselha, busca a verdade e quer sempre aprender, mesmo que seja de uma criança, de um pobre, de um analfabeto.

É gente muito estranha as Bruxas.
Gente de coração desarmado, sem ódio e preconceitos baratos.

Gente que fala com plantas e bichos.

Dança na chuva e alegra-se com o sol.

Cultuam a Lua como Deusa e lhe faz celebrações...

Eh!! Gente muito estranha essas Bruxas.

Falam de amor com os olhos iluminados como par de lua cheia.

Gente que erra e reconhece, cai e se levanta, com a mesma energia das grandes marés, que vão e voltam em uma harmoniosa cadência natural.

Apanha e assimila os golpes, tirando lições dos erros e fazendo redentores suas lágrimas e sofrimentos.

Amam como missão sagrada e distribuem amor com a mesma serenidade que distribuem pão.

Coragem é sinônimo de vida, seguem em busca dos seus sonhos, independente das agruras do caminho.
Essa gente, vê o passado como referencial , o presente como luz e o futuro como meta.

São estranhas as Bruxas!

Acreditam no poder do feminino, estão sempre fazendo da maternidade a sua maior magia e através da incessante luta pela paz chegam a divindade de existir pelo amor da Grande Mãe, a natureza.

Da mesma forma que produzem um belíssimo visual, de elegância refinada com as raias da vaidade, se vestem como verdadeiras Bruxas medievais a caminho do patíbulo.

Iluminam de beleza e jovialidade o corpo físico com habilidade mágica e com facilidade transforma-se, permitindo-se um sóbrio aspecto de velha senhora, a depender da lua nos seus espíritos.

Cultuam as sagradas tradições como forma de perpetuar as leis que regem o universo, passam de geração para geração a fonte renovadora da sabedoria milenar.

São fortes e valentes ao mesmo tempo humildes e serenas.

São leoas e gatinhas, são muito estranhas as Bruxas.

Com a mesma habilidade que manuseiam livros codificados, o fazem com panelas e vassouras... São aventureiras e criam raízes, dançam rock, valsa e polka, danças sagradas , e inventam o que precisa ser inventado.

Criam e recriam.

Contam contos e histórias de fadas , e carochinhas, contam suas próprias histórias...
Falam de generosidade e de todas as daides em exercício constante, buscam a plenitude como propósito...
Interessante essa gente, essas Bruxas.
Se obrigam tarefas, de evoluir, de amar e dividir...

falam de desapego em plena metrópole, em meio as tecnologias.
Cantam mantras e músicas populares, mas se emocionam com as folclóricas.

Mexem com ervas e chás, são primitivas e avançadas.

Pulam da mesa do rei para um abrigo montanhês com o mesmo sorriso enigmático de prazer e sabedoria que iluminava a face das suas ancestrais.

Degustam um pão artesanal, receita medieval da velha senhora das montanhas com a mesma gula que o fazem em um banquete cinco estrelas, com pães ultra sofisticados daquela celebridade da cozinha francesa.
Amam em esteiras e em grandes suites, desde que estejam felizes, pois ser feliz é sempre a única condição dessa gente estranha.

É gente que compra briga pela criança abandonada, pelo velho carente pelo homem miserável, pela falta de respeito humano...
é gente que fica horas olhando as estrelas, tentando decifrar seus mistérios, e sempre conseguem.
Gente que lê em fundos de xícaras, em bolas de cristal, tarot, com pedras, na areia, nas nuvens, no fogo, no copo d'água...
são mesmo muito estranhas!
Oram para elementais, anjos e gnomos.
Falam com intimidade com os Deuses e lhes chamam para um círculo, fazem fogueiras e dançam em volta...

Viajam de avião, a pé, de carro e em lombos de animais, agradecendo pelas oportunidades que a vida lhes dá...
aliás, essa gente estranha agradece por tudo, até pela dor, que chamam de mãe, pois acreditam que é a forma mais rápida para a evolução...

Se reúnem em escolas iniciáticas que chamam de coven, para mutuamente se bastarem, se protegerem,se resguardarem, resgatar valores, estudar...

muito estranhas são as Bruxas.
Mas estranha mesmo é a fé que as mantém vivificadas ao longo de cinco mil anos.

Que seja abençoada toda essa gente estranha...e desconfio que é deste tipo de gente que a DEUSA precisa para o terceiro milênio...


"Oito palavras o Credo das Bruxas enseja : Sem prejudicar ninguém, faça o que você deseja"


Desconheço a autoria...mas este autor abençoado traduziu exatamente a maniera como minh'alma se sente...faço minhas suas palavras.BLESSED BE!

A Arte da Magia



A prática da magia é de origem antiga, sendo encontrada em todo o mundo.
A magia é uma força que combina a energia psíquica com os poderes da vontade, para produzir os efeitos "sobrenaturais", provocar as respectivas mudanças e controlar os eventos da Natureza.

Aumenta o fluxo de divindade e pode ser usada para propósitos construtivos assim como destrutivos.
A magia é uma força neutra que em si não é boa nem má.
A direção do bem ou do mal é determinada pelo praticante.
Entretanto, como o karma retorna por três vezes para todas as pessoas pelos seus atos nesta vida, seria atitude de autodestruição para qualquer bruxo
ou mago utilizar a magia negra para causar danos a alguém.
Como uma ferramenta da Arte Wicca, a forma antiga da palavra magick é usada muitas vezes pelos bruxos para distingui-la de 'magic', que não pertence à Arte, mas, sim, ao teatro, ao truque com as mãos e à ilusão.
A magia (magick) é uma ferramenta poderosa. É parte importante de Wicca, embora secundária na adoração à Deusa e ao seu Consorte, o Deus Chifrudo.
Um dos elementos mais importantes na prática da magia é a sensação. É absolutamente essencial que você possua sensações fortes em relação ao que está tentando realizar para produzir o poder necessário para a realização da magia.
É também muito importante usar a visualização criativa, também conhecida como "imaginação desejada". Essa é a arte ou a capacidade mágica de imaginar os resultados finais de sua magia para fazer seus desejos se materializarem.
É uma habilidade natural, concedida pela Deusa a determinadas pessoas;
contudo, a maioria de nós precisa ativar e cultivar seus poderes por meio de muita prática, exercícios de concentração e meditação.
Quando estiver lançando um encantamento, concentre-se sempre profundamente e coloque na sua mente em claro quadro mental aquilo que você precisa ou deseja.
Sem a sensação e a visualização criativa é extremamente difícil (se não totalmente impossível) a magia funcionar.
Você também descobrirá que os melhores resultados serão obtidos se você realizar seus próprios encantamentos e/ou criar seus próprios amuletos, talismãs e poções, em vez de confiá-los a alguém (em especial a um estranho) para realizar a magia por você.
Quando fizer um encantamento, você estará impregnando a magia com as suas vibrações emocionais, espirituais e psíquicas.
Use a magia de maneira sábia, cautelosa e somente de maneira positiva.
A magia é algo muito sério e nunca deverá ser abusada.
Nunca utilize qualquer forma de magia para manipular a vontade ou as emoções de outra pessoa e mantenha sempre em mente o conselho wiccaniano:

NÃO PREJUDIQUE NINGUÉM
FAÇAM ELES O QUE QUISEREM


A magia é poderosa e funciona; entretanto, determinados encantamentos devem ser repetidos várias vezes até funcionarem, especialmente se você for novo na arte da magia.
Não se sinta desencorajado pelo fracasso.
Com o treino e a prática suficientes, você logo "sentirá" a magia, e será capaz de usar os poderes para que eles trabalhem para você.


Assim como existem várias tradições wiccanianas diferentes, a magia também assume várias formas.
Existe a magia cerimonial, a magia cabalística, o xamanismo, o vodoo, a Magia Natural e muitas outras. A escolha da forma (ou formas) de magia a ser praticada depende somente da preferência pessoal do bruxo e/ou da tradição wiccaniana.
A magia é a ciência dos segredos da Natureza, e, para que ela funcione apropriadamente, um bruxo deve trabalhar em perfeita harmonia com as leis da Natureza e da psiquê.
O banho de água com sal para a limpeza interior do corpo mediante jejum de um dia inteiro antes de realizar um ritual mágico é, algumas vezes, necessário, especialmente na magia cerimonial.
Para ser capaz de produzir poder, o corpo físico deve ser mantido em condição saudável.
A lua e cada um de suas fases são a parte mais essencial da magia, sendo extremamente importante que os encantamentos e os rituais sejam realizados durante a fase lunar apropriada.
A lua crescente é o momento apropriado para realizar a magia positiva e os encantamentos que aumentem o amor, a sorte, o desejo sexual e a riqueza.
A lua cheia aumenta a percepção extra-sensorial e é o momento apropriado para realizar as invocações à Deusa lunar, os rituais de fertilidade e encantamentos que aumentem as habilidades psíquicas e sonhos proféticos.
A lua minguante é o momento apropriado para realizar a magia destrutiva (não entender destrutiva como ruim - a destruição é um processo de renovação, onde o velho e gasto, dá lugar ao novo), os encantamentos que retirem maldições, reverter encantamentos de amor e afrodisíacos, acabar com maus hábitos e curar enfermidades.
Resumindo, para realizar magia bem-sucedida deve-se estar em harmonia com as leis da Natureza e com a psiquê.
É importante possuir conhecimento mágico, corpo e mente saudáveis e capacidade de aceitar a responsabilidade pelas suas próprias ações.
É impossível obter magicamente resultados positivos se seu nível de energia estiver baixo ou se seu corpo estiver contaminado por drogas prejudiciais e/ou quantidades excessivas de álcool. Trabalhe durante a fase lunar apropriada, com convicção, concentração e visualização
do resultado final.
Esses são os segredos para a magia bem-sucedida.

O TEMPO DAS FOGUEIRAS


Após a Igreja Cristã ter sido formada e haver adquirido poder, os costumes dos Pagãos foram vistos como uma ameaça ao sistema religioso recentemente estabelecido, e a adoração aos deuses da Religião Antiga foi banida. Os antigos festivais foram superados pelos novos feriados religiosos da Igreja, e os antigos deuses da Natureza e da Fertilidade, transformados em terríveis e maléficos demônios e diabos. (A Igreja patriarcal chegou até a transformar várias deusas pagãs em diabos masculinos e maus não somente para corromper as deidades da Religião Antiga como, também, para apagar o fato de o aspecto feminino ter sido objeto de adoração) .

No ano de 1233, o Papa Gregório IX instituiu o Tribunal Católico Romano conhecido como Inquisição, numa tentativa de terminar com a "heresia. Em 1320, a Igreja (a pedido do Papa João XXII) declarou oficialmente que a Bruxaria e a Antiga Religião dos pagãos constituíam um movimento herético e uma "ameaça hostil" ao Cristianismo. Os bruxos tornaram-se heréticos e a perseguição contra todos os Pagãos espalhou-se como fogo selvagem por toda a Europa. (É interessante notar que, antes de uma pessoa ser considerada herética, ela tem, primeiro, que ser cristã, e os Pagãos nunca foram cristãos.)
Os bruxos (junto com um número incalculável de homens, mulheres e crianças que não eram seguidores da Arte) foram perseguidos, brutalmente torturados, muitas vezes sexualmente violados ou molestados, e, então, executados pelas autoridades sádicas, sedentas de sangue da Igreja, que ensinavam que seu deus era um deus de amor e compaixão.


A bruxaria na Inglaterra tornou-se uma ofensa ilegal no ano de 1541 e, em 1604, foi adotada uma lei que decretou pena capital para os bruxos e pagãos. Quarenta anos mais tarde, as 13 colônias na América decretaram também a pena de morte para o "crime" da bruxaria. No final do século XVII, os seguidores que permaneciam leais à Antiga Religião viviam escondidos, e a bruxaria tornou-se uma religião secreta após uma estimativa de um milhão de pessoas ter sido levada à morte na Europa e mais de 30 condenadas em Salem, Massachussetts, em nome do Cristianismo.
Embora os infames julgadores das bruxas de Salem, em 1692, sejam os mais conhecidos e bem documentados da história dos EUA, o primeiro enforcamento de um bruxo na Nova Inglaterra realmente aconteceu em Connecticut, em 1647, 45 anos antes que a histeria contra as bruxas se abatesse na Vila de Salem. Ocorreram outras execuções pré-Salem, em Providence, Rhode Island, em 1662.

O método mais popular de extermínio dos bruxos na Nova Inglaterra era a forca. Na Europa, a fogueira. outros métodos incluíam a prensagem até a morte, o afogamento, a decapitação e o esquartejamento.



Durante 260 anos, após a última execução de um bruxo, os seguidores da Religião Antiga mantiveram suas práticas pagãs ocultas nas sombras do segredo e, somente após as leis contra a bruxaria terem sido finalmente revogadas na Inglaterra, foi que os bruxos e pagãos, em 1951, oficialmente saíram do quarto das vassouras.

A Bruxaria e o diabo


As raízes da Wicca remontam à era paleolítica, quando as deidades da Natureza eram adoradas por todos.


Contudo, como resultado da influência do Cristianismo, da propaganda antibruxa da Igreja e com a modificação da tradição folclórica, os sacerdotes dos primeiros tempos foram transformados em diabos da Idade Média.
Como a História claramente comprova, era comum o fato de os deuses e deusas de uma religião ser transformados em diabos e demônios da seguinte.
Sem dúvida alguma, este foi o caso da Religião Antiga e do Cristianismo.
Infelizmente, como resultado das concepções deliberadamente erradas, popularizadas pelo domínio cristão, dos meios de comunicação atuais, dos filmes de horror, das conferências e outros eventos, muitas pessoas mal-informadas e que não estão familiarizadas com as práticas atuais e as filosofias da Wicca acreditam que todos os Bruxos são maus.
(Alguns até não acreditam que as bruxas existem.)
Várias pessoas,vítimas da ignorância e/ou de uma lavagem cerebral religiosa, acreditam que os bruxos e os pagãos modernos estão envolvidos de alguma maneira ou de outra ao culto ao demônio cristão e que realizam sacrifícios sangrentos aos deuses antigos e/ou ao diabo.

Isso é um absurdo e, de forma alguma, é verdadeiro!

Os wiccanianos definitivamente não defendem o sacrifício humano ou animal e nem a morte de qualquer ser vivo como oferenda a uma divindade, e, a verdade é que, os Bruxos verdadeiros não adoram ao diabo, nem recebem nenhum tipo de poder vindo dele.
Também é verdade que, os bruxos nem sequer compreendem a existência do diabo como ela é definida pela religião cristã!
O diabo é um instrumento de propaganda antipagã inventada pela Igreja Cristã.
Ele nunca existiu na literatura escrita antes do Novo testamento.
A Arte é uma religião pré-cristã que já existia há muito tempo antes da Igreja ou do seu conceito de Satã, o qual nunca foi adorado como deidade da Religião Antiga.
O diabo é estritamente parte do sistema de crença cristão e não da religião telúrica e de amor à Natureza da Wicca.

Covens ou Assembléias





O que é um coven? Coven é, nada mais nada menos, que um
grupo de bruxos e bruxas, que se unem num laço mágico, sob o
objetivo de louvar a Deusa e o Deus e o juramento de fidelidade
a Arte.

Um coven, tem como filosofia o "Perfeito Amor e a Perfeita
Confiança". Isso quer é, dentro do coven deverá prevalecer a
união, pois um coven é, antes de mais nada, uma família.

Tradicionalmente, ele abriga o máximo de 13 pessoas. Num
grupo tão pequeno, todos tornam-se de vital importância, e a
falta de qualquer membro faz falta.


Em bruxaria, não exite nenhuma entidade hierárquica . O
coven não precisa ser associado a nenhuma fundação "Maior"
com um "grande chefe" comandando tudo.

O líder do coven, deve possuir sensibilidade e poder interior
para canalizar a energia do grupo, para dar início e interromper
cada fase do ritual, ajustando a duração de acordo com o animo
do grupo. Ele normalmente é escolhido pelo próprio grupo.



Para tornar-se membro de um coven, o bruxo deve ser iniciado, deve submeter-se a um ritual de comprometimento no qual os ensinamentos e segredos internos do grupo são revelados.

A iniciação é seguida de um longo período de treinamento, onde a confiança do grupo é aos poucos conquistada.

Um coven sempre mantém encontros periódicos, para o
treinamento de exercícios, troca de experiências, comemoração
de sabbaths e esbats, além de trabalharem juntos em outros
rituais.


Cada coven tem seu próprio símbulo e nome; covens próximos podem e devem trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro.


*** retirado do meu Livro das Sombras
Baseado no livro: A Dança Cósmica das Feiticeiras

O QUE É A WICCA?


Wicca (nome alternativo para a arte da feitiçaria moderna) é uma religião de natureza xamanística, positiva, com duas deidades maiores reverenciadas e adoradas em seus ritos:

A Deusa (o aspecto feminino e deidade ligada à antiga Deusa Mãe em seu aspecto triplo de Virgem, Mãe e Anciã.) e sou consorte, o Deus Cornífero (o aspecto masculino).

Seus nomes variam de uma tradição wiccaniana para outra, e algumas utilizam-se de outros panteões para representar várias faces e estados de ambos os Deuses.

Freqüentemente, Wicca inclui a prática de várias formas de alta Magia (geralmente com propósitos de cura psíquica ou física, neutralização de negatividade e crescimento espiritual) e ritos para a harmonização pessoal com o ritmo natural das forças da vida marcadas pelas fases da lua e pelas quatro estações do ano.


Wicca (que também é conhecida como "Arte dos Sábios",ou, muitas vezes, somente como "A Arte") é considerada por muitos uma religião panteísta, politeísta e faz parte de um ressurgimento atual do paganismo, ou movimento neopagão, como muitos preferem chamar.



A religião wiccaniana é formada de várias tradições (espécie de seitas) como a Gardneriana, Alexandrina, Diânica, Tânica, Georgiana, Tradicionalista ética e outras. Várias dessas tradições foram formadas e introduzidas nos anos 60, e, embora seus rituais, costumes, ciclos místicos e simbolismos possam ser diferentes um dos outros, todas se apóiam nos princípios comuns da lei da Arte.
 
O dogma principal da Arte Wicca é o Conselho Wiccaniano,um código moral simples e benevolente:


SEM PREJUDICAR NINGUÉM, REALIZE SUA VONTADE.


Ou, em outras palavras, você é livre para fazer o que quiser, contanto que, de forma

aluga, prejudique alguém - nem mesmo você. (O Conselho Wiccaniano é extremamente importante e não deve ser esquecido na realização de qualquer encantamento ou ritual mágico, especialmente naqueles que podem ser considerados como não-éticos ou de natureza manipuladora.)

Como a Arte Wicca é uma religião orientada para a Natureza, a maioria dos seus membros está envolvida de uma maneira ou de outra com movimentos ecológicos e com reivindicações ambientais atuais.

Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento espiritual e uma nova vida dentro da Arte.

Os bruxos não praticam qualquer forma de baixa magia, magia negra ou "mal". Não cultuam nenhum diabo, demônio ou qualquer entidade do mal, e não tentam converter membros de outras fé ao Paganismo. Respeitam todas as religiões e acham que a pessoa deve ouvir o "chamado da Deusa" e desejar verdadeiramente, dentro de seu coração, sem qualquer influência externa ou proselitismo, seguir o caminho wiccano.



*** Fonte: Wicca: A Feitiçaria Moderna



OS SABÁS – A RODA DO ANO




A Roda do Ano ( Hemisfério Sul) representa

o sagrado círculo onde a Deusa virgem concebe seu filho,

o vê crescer, se apaixona por ele, até que a morte leve-o a Terra da Juventude Eterna,

para novamente renascer.

Muitas pessoas tem dificuldade de aceitar que o deus morra,

por não entenderem que ele realmente é Eterno - tão eterno quando a natureza.

Ele sacrifica-se para dar continuidade a própria vida,

fechando o Sagrado Círculo - Criação, crescimento, apogeu e declínio.

A Destruição do velho revigora a força Natural, pois este é substituído pelo novo.

Essa Roda é marcada por oito Sabbaths.




Os sabás são datas muito importantes de serem observadas.

Eles representam o deslocamento da Terra em relação ao Sol,

a mudança das estações climáticas e o ciclo de vida, morte e renascimento do Deus Cornífero.

São oito sabás: quatro menores (solstícios e equinócios) e quatro maiores (datas intermediárias entre os solstícios e equinócios).


O sabás menores são: Yule, Ostara, Litha e Mabon.

E os sabás maiores são: Imbolc, Beltane, Lammas e Samhaim.
Cada sabá tem o seu jeito próprio de ser realizado.

E um mesmo sabá pode ser realizado de diversas formas diferentes. Assim como para os esbás, não há regra que governe esses ritos.

Há uma questão importante a ser discutida sobre esse assunto.

Desde que os sabás seguem o ciclo das estações, o mais óbvio seria que as datas dos sabás do hemisfério norte e do hemisfério sul fossem invertidas. Assim, enquanto no norte se estaria comemorando o equinócio de primavera (Ostara), aqui no sul se estaria comemorando o equinócio de outono (Mabon).
Porém, nem sempre se faz assim.
Há bruxas que preferem não inverter as datas e comemorar, por exemplo, o equinócio de primavera em pleno outono.

À primeira vista parece absurdo, mas há uma explicação.
Ao se celebrar pelo norte, está-se conectando à egrégora que os festivais do norte formam.
É uma egrégora antiquíssima e, por isso, muito forte.


Além disso, realizamos os sabás dentro do círculo mágico,
ou seja, no "entremundos".
Desde que dentro do círculo estamos além dos limites de tempo e espaço,

pode-se comemorar o equinócio de primavera no outono sem problemas.
Há também aqueles que simplesmente não se sentem à vontade com isso
e preferem inverter as datas.
Esses, ao invés de se conectar à egrégora nortista,
preferem se ligar às energias telúricas da terra,
comemorando determinado sabá perfeitamente alinhado com a estação do ano.

Essa é mais uma questão que deve ser resolvida por cada bruxa.
Se a bruxa é mais ritualística e prefere se ligar a egrégora nortista, que comemore pelo norte.
Se é uma bruxa mais telúrico, então vai se dar melhor comemorando pelo sul.

Os nortistas normalmente também usam o argumento de que as estações no Brasil não são tão bem marcadas como no norte e, por isso, não tem muita importância celebrarmos os sabás em desacordo com as estações.
Realmente em certas regiões do Brasil as estações não são tão bem marcadas, mas é sempre possível se notar os sinais de determinada estação na Natureza.




Criei este blog com a intenção de ajudar a outros, que, assim como eu, anseiam por algo que não conhecem, escutam o chamado, e mesmo sem saber como, precisam fazer algo a respeito…e também para ajudar aos que buscam uma palavra de carinho, ou mesmo uma singela ajuda espiritual para enfrentar seus problemas.

Tenho o objetivo de compartilhar com meus amigos e leitores os meus estudos,pesquisas e o que leio sobre assuntos relacionados a Grande Arte.

Eu não compartilho nada em que não acredite…coleto os textos de fontes que considero seguras e verdadeiras e repasso a vocês com os créditos para que tenham a liberdade de procurar e saber mais sobre o autor. Procuro sempre colocar os créditos abaixo das postagens, se acaso esquecer alguma, por favor, avisem-me que colocarei imediatamente.

Espero que possamos caminhar juntos,rumo à Luz e a Sabedoria!Grandes bênçãos a você, amigo visitante!

Boa Viagem!


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"O aprendiz que você é hoje antevê o mestre que você vai ser. Conhecimento só é poder quando passado para frente. A sabedoria é poder para O OUTRO. Se você é um aprendiz, mas se recusa a ser um mestre, seu aprendizado foi estéril, inútil e provavelmente irreal. Quem aprende DE VERDADE passa o conhecimento para frente."