A bruxaria é uma Arte
Grimório: BRUXARIA
canção da deusa
Grimório: BRUXARIA
Bruxaria e Wicca não são a mesma coisa.
Existe algo que você precisa saber
Grimório: BRUXARIA
10 MANDAMENTOS da BRUXARIA
7-Terás consciência de que nunca saberás tudo. Aprenderás sempre com o nascer do Sol, com o brilho das Estrelas, com a claridade da Lua, com a sabedoria do idoso e com o sorriso da criança. Serás sempre humilde para falar: isso eu não sei.
8-Serás sempre alegre e passarás alegria aos que te cercam.
9-Também serás livre e deixarás todos livres; nunca prenderás ninguém em tuas convicções ou desejos somente para satisfazer-te.
10-Trabalharás sempre com magia tendo: higiene, paciência, prudência, discrição, respeito, coragem, afinidade, compaixão, disciplina e estabilidade
FONTE:Natália Greggio
Grimório: BRUXARIA
pirâmide dos bruxos

O Trabalho mágico de uma BRUXA ou Bruxo exige seriedade e quatro características básicas:
A-) SABER
- Conhecer a si mesmo.
- Conhecer sua arte.
- Saber o que fazer.
- Saber como fazer.
- Saber quando fazer.
- Saber quando não fazer.
- Saber o que você quer realizar.
- Especificar bem o que você vai fazer.
- Criar um sigilo com as palavras.
- Saber trabalhar com moderação.
B-) QUERER
- Acreditar em você mesmo.
- Acreditar na divindade.
- Acreditar em suas habilidades.
- Acreditar na abundância do Universo.
- Ter a vontade de praticar de novo e de novo.
- Habilidades de meditação
- Praticar visualização.
- Praticar RELAXAMENTO .
- Praticar um estado alterado de consciência.
- Praticar para ser capaz de fazer rápido e certo.
- Ter em mente com muita clareza o porque você quer realizar essa operação mágica.
- Observar se sua vontade está corretamente direcionada.
- Observar se não vai influenciar negativamente outra pessoa.
- Observar os aspectos de não prejudicar ninguém.
- Usar uma ferramenta adivinhatória para checar se seus planos são válidos, se está numa boa hora de pô-los em prática.
C-) OUSAR
- Ter a coragem de mudar as circunstâncias.
- Ter a coragem de controlar seu ambiente.
- Ser responsável por suas ações.
- Escolher o melhor curso de ação para o trabalho a ser feito.
D-) CALAR
- Aprender a manter a boca fechada antes do trabalho.
- Aprender a manter a boca fechada enquanto espera pelos resultados.
- Aprender a manter a boca fechada depois do trabalho.
- Proteger sua confiança.
- Proteger sua reputação.
- Proteger sua energia.
Grimório: BRUXARIA
A BRUXARIA - WICCA
Bruxaria é o ofício/prática/vivência das antigas religiosidades dos povos da Europa, que após quase 2000 anos de exclusão e "desaparecimento" ressurgiu nos idos de 1940 sob o nome de WICCA.

A palavra WICCA vem do inglês arcaico significando “O praticante de Magia”, e tem ligação direta com o termo saxão Wich que significa "girar, dobrar ou moldar". Vemos também variações deste termo em diversos outros idiomas sempre expressando algo religioso e relacionado à Magia.
Bruxaria/feitiçaria, é um termo derivado da palavra anglo-saxônica Wiccacraft, que significa "a arte dos sábios". Referia-se ao conhecimento superior possuído por certos indivíduos numa comunidade, conhecimento da natureza, da herbologia, das forças naturais que nos cercam, de certos aspectos da CURA e da medicina e da capacidade de contatar a divindade.
A WICCA é uma Religião que celebra a natureza e que busca sua inspiração nas religiões pré-cristãs de culto aos Deuses, nas celebrações dos ciclos anuais das colheitas, no culto do Deus fertilizador da TERRA e da Deusa Mãe criadora de tudo, e em várias outras expressões religiosas primitivas com uma forte ligação com a natureza e com os ciclos da vida.
A WICCA baseia-se no equilíbrio e polaridade das energias, que através de ritos religiosos e práticas de magia coloca o homem em contato direto com a natureza, resgatando assim o verdadeiro sentido da palavra Religião (Religare= religar), religar o homem àquilo que ele foi desligado.
Os objetivos da BRUXARIA são: o autoconhecimento, a harmonia com os ritmos do Sol e da Lua, a compreensão dos poderes da natureza e a busca de um novo equilíbrio do homem com o seu meio.
A BRUXARIA reconhece o Dualismo Divino e sendo assim reverencia a Deusa criadora de todas as coisas e o Deus o poder fertilizador.
A energia estática, negativa e magnética (minos) seria a força da Deusa. A energia positiva, ativa e móvel (plus) seria a força do Deus. Ambas são opostas e complementares, uma dá origem à outra, juntas são a manifestação e equilíbrio do Universo.
A WICCA busca muito de sua inspiração nos mitos e Divindades celtas, gaulesas e irlandesas, recorrendo entanto a fontes clássicas (greco-romana) e diversas outras tradições populares.
Para os conceitos da BRUXARIA as palavras DEUSA e DEUS abarcam toda a magnitude do Universo.
A BRUXARIA ensina seus praticantes a compreenderem o Universo, o nosso lugar e papel dentro dele.
A utilização da Magia, entendida como um conjunto de técnicas capazes de manipular energias naturais, é a parte prática que mais distingue a Wicca.
As bases da BRUXARIA encontram-se na invocação e manipulação das forças energéticas presentes no inconsciente coletivo, que devem ser trabalhadas por meio da intuição e emoção.
As energias divinas com as quais trabalhamos são as forças arquetípicas da psiquê humana.
Um Bruxo conhece, canaliza e utiliza corretamente esta energia.
Os fundamentos da BRUXARIA estão em conhecer, penetrar e respeitar a natureza que é a própria manifestação da Deusa.
A proposta da BRUXARIA é harmonizar o homem com o ritmo da natureza e fazer com que ele entenda as forças interiores e exteriores, pois é desta forma que se mantém o equilíbrio e inter-relação com os Deuses.
A BRUXARIA também se propõe a recuperar a complementaridade entre homens e mulheres, pois cultua a Deusa e o Deus, mesmo dando à Deusa um papel de destaque, quer nas suas práticas quer nos seus mitos.
Na atualidade onde dificilmente há lugar para expressão dos valores femininos e onde não existe qualquer figura feminina como caráter sagrado principal, a perspectiva matrifocal da WICCA contribui para sua divulgação tanto junto aos homens como das mulheres.
A WICCA é uma Religião onde tudo que é ensinado visa um aperfeiçoamento do ser para a sua vivência em grupos de forma harmônica. Algumas leis são criadas a partir de duas outras leis básicas, que são fundamentais para a compreensão das práticas e comportamentos dentro do meio WICCANO , são elas:
A julgar pela quantidade de correspondência e indagações, há um interesse cada vez maior em tornar-se pagão; os jovens, especialmente, parecem desiludidos com suas igrejas estabelecidas e buscam novas orientações religiosas; não pelo desejo de ter uma experiência excitante, mas por uma desilusão genuína com a religião em que foram educados. Muito poucos pedem para entrar em contato com o coven de bruxos mais próximo, com a finalidade de ajustar contas com alguém, achando que vão aprender a fazer feitiços praticamente da noite para o dia. De vez em quando, alguém se queixa de que um vizinho o enfeitiçou e pergunta se poderia também aprender a enfeitiçar o vizinho.
Embora a necessidade de sigilo não seja mais essencial, já surge outro perigo no horizonte do emergente movimento neopagão. Os grupos e indivíduos pagãos, à medida que se libertam da perseguição, adaptam rapidamente os métodos da religião convencional às suas próprias necessidades. Grupos rivais acusam-se dessa ou aquela transgressão da "lei", como se houvesse de fato uma lei ESCRITA no paganismo. Rivalidades entre os bruxos, quanto à atitude mais adequada, acusações respondidas por outras acusações e a ocupação constante com palavras e discussões passou a ser a marca registrada de muitos pagãos hoje em dia. Em muitos grupos pagãos, os iniciados adotam nomes secretos pelos quais se reconhecem mutuamente. Isso se baseia na velha crença de que há poder não só nas letras, mas também nas palavras e em frases inteiras.
Conseqüentemente, mudar do nome leigo para o nome pagão separa o mundo material do mundo ESPIRITUAL . Não há nada em qualquer das crenças pagãs, que seja de alguma forma perigoso para a comunidade ou um convite aberto à rebelião política.
Faz parte da natureza dos grupos pagãos, em geral, que eles reúnam e se dissolvam com bastante freqüência, sendo muito mais efêmeros do que as comunidades cristãs ou outras comunidades religiosas. As pessoas se reúnem por uma razão; agrupam-se em torno de um determinado líder ou ideal e, quando se cansam disso, ou descobrem que seu líder tem pés de barro, afastam-se e encontram novas válvulas de escape para sua expressão religiosa.
A Lei Tripla (ou Lei de Três) é uma lei energética de retribuição que se aplica sempre que você faz alguma coisa, seja ela boa ou má. Não que você será "castigado" por um ato mau, porém, quando você envia uma energia, o curso natural dela é voltar a você. Assim, caso envie algo de negativo, essa força fará seu caminho, se fortificando, e retornará até você.
Muitos Wiccans usam um ou mais nomes secretos (também conhecidos como nomes mágicos, ou nomes de iniciação) para significar o renascimento ESPIRITUAL e uma nova vida dentro da Arte.
FONTE: Old religion
Grimório: BRUXARIA
A Verdade Sobre Nós Bruxas e Bruxos

Nós não prejudicamos ou seduzimos pessoas.
Nós não somos perigosos.
Nós somos pessoas normais como você.
Nós temos famílias, empregos, esperanças e sonhos.
Nós não somos um culto.
Esta religião não é uma piada.
Nós não somos o que você acha que somos quando vê TV.
Nós somos reais.
Nós Rimos e Choramos.
Nós somos sérios, mas também temos senso de humor.
Você não precisa ter medo de nós.
Nós não queremos converter você.
E por favor não tente nos converter.
Apenas nos dê o mesmo direito que nós damos a você: Viver em Paz.
Nós somos muito mais similares a você do que você imagina!
Escrito por Margot Adler
Grimório: BRUXARIA
A Arte
Ela não é para aquelas pessoas que gostam de brigar ou de se bater contra o cristianismo.
(...)
Trilhando o Caminho:
Para que o caminho da Arte seja trilhado com êxito, é preciso saber que ele envolve uma série de coisas.
Preceitos:
* Ter a lei Wiccaniana em aliança, em perfeito amor e perfeita confiança.
* Viver e deixar viver; e com justiça dar e receber.
* Três vezes o círculo traçar para os maus espíritos expulsar.
* Para o feitiço ficar atado, é preciso que ele seja rimado.
* Com doçura olhar e com carinho tocar; e falar pouco e muito escutar.
* Com a lua crescente seguir em frente, cantando e dançando a runa da bruxa feliz e contente.
* O sentido anti-horário vem com a lua minguante, e o uivo do lobisomem ecoa apavorante.
* Se a lua no céu está nova, beije sua mão duas vezes em louvor à dama que a tudo renova.
* Quando ao apogeu a lua chegar, é hora do seu desejo falar.
* Quando a tempestade do vento norte chegar, é hora de trancar a porta e o barco abandonar.
* Quando do sul vem o vento, o amor desabrocha a cada momento.
* Quando o vento oeste põe as árvores a balançar, os espíritos dos mortos não estão a descansar.
* Nove galhos no caldeirão: queime-os depressa e também com lentidão.
* Muita antiguidade a senhora árvore pode ter - não a queime para amaldiçoado não ser!
* Quando a rodar começar a girar, deixe o fogo de Beltane queimar.
*Quando a roda em Yule chegar, acenda a cabana e deixe Pã reinar.
* Cuide da flor, do ramo e da árvore com muito cuidado, pois pela senhora será abençoado!
* Onde um fluxo de água você vê, atire uma pedra para a verdade saber.
* Por maior que seja seu querer, não inveje o que o outro venha a ter.
* Toda festa é um feliz encontro, ilumine a alma e põe o coração no ponto.
* Da Lei Tríplice não se deve esquecer, pois de duas ocasiões ruins, três boas você vai ter.
* Quando o infortúnio chegar, coloque a Estrela Azul no seu olhar.
* Com o tolo nenhuma estação quer estar, e nem com os amigos ele pode contar.
* O verdadeiro amor sempre perdura, mas o falso nunca dura.
* O desígnio Wiccaniano uma boa verdade tem: deseje o que quiser, mas sem magoar ninguém!
fonte: A Arte - O livro das Sombras de uma Bruxa.
Dorothy Morrison
Grimório: BRUXARIA
o COMEÇO DE TUDO
Havia um período quente e fértil, onde realizavam-se as colheitas e a natureza mostrava todo seu esplendor. Neste período, reinava a Deusa. Depois as folhas secavam e caíam e tudo parecia estar morto. O povo voltava a depender da caça para sobreviver, pois não podia viver só dos alimentos armazenados. Quem regia este período era o Deus das Caçadas, que também adquiria seu novo aspecto de Sombrio Senhor da Morte (nesta época nasceram também os primeiros conceitos sobre a vida após a morte). Surgiram então os primeiros mitos sobre a descida da Deusa ao mundo subterrâneo que, séculos mais tarde, tomaria forma definitiva na Grécia, com o mito de Perséfone, e na Mesopotâmia, com a lenda de Ishtar.As culturas desenvolveram-se com o passar dos séculos, e novos aspectos dos Deuses foram descobertos. Cultos religiosos se estruturaram, centrados nos ciclos e nascimento, morte e renascimento da natureza. O tempo da plantação e o tempo da colheita eram muito importantes, marcados com festividades, assim como o período do recolhimento do gado e a época de sua liberação ao pasto. Nestas datas, juntamente com as de mudanças de estação, realizavam-se encenações de mitos nos quais um Deus Velho morria para um Deus Jovem nascer, representando a morte da antiga colheita e o nascimento de uma nova.
Estes cultos possibilitaram o refinamento da classe sacerdotal, que chegou ao requinte de gerar representantes como os druídas, sacerdotes celtas que encantaram os gregos e romanos com sua profunda filosofia e integração com a natureza. Sua erudição era admirável, e acumulavam funções como a de legisladores, médicos, poetas, bardos e guardiões da tradição oral. Na Grécia Antiga, floresceram os Cultos de Mistério, dos quais deve destacar-se os Ritos de Elêusis e os Mistérios órficos. Também foram de grande importância os cultos dionisíacos. Deve-se ter em mente que estas são linhas gerais do início da bruxaria, que confunde-se com o surgimento das primeiras manifestações religiosas humanas.
O que foi relatado acima aconteceu, em épocas diferentes, nos mais variados lugares. é verdade que nem tudo ocorreu exatamente da mesma maneira em todos os lugares: enquanto no Crescente Fértil da Mesopotâmia nasciam avançadas civilizações, na Europa ainda vivia-se de caça e coleta. Mas o que impressiona e é importante não são as diferenças, e sim as semelhanças dos primeiros esboços de religião.
Autoria: Daniel Pellizzari
Fonte: Alemdalenda
Grimório: BRUXARIA
A Bruxaria e o diabo

Contudo, como resultado da influência do Cristianismo, da propaganda antibruxa da Igreja e com a modificação da tradição folclórica, os sacerdotes dos primeiros tempos foram transformados em diabos da Idade Média.
Sem dúvida alguma, este foi o caso da Religião Antiga e do Cristianismo.
Infelizmente, como resultado das concepções deliberadamente erradas, popularizadas pelo domínio cristão, dos meios de comunicação atuais, dos filmes de horror, das conferências e outros eventos, muitas pessoas mal-informadas e que não estão familiarizadas com as práticas atuais e as filosofias da Wicca acreditam que todos os Bruxos são maus.
Várias pessoas,vítimas da ignorância e/ou de uma lavagem cerebral religiosa, acreditam que os bruxos e os pagãos modernos estão envolvidos de alguma maneira ou de outra ao culto ao demônio cristão e que realizam sacrifícios sangrentos aos deuses antigos e/ou ao diabo.
O diabo é um instrumento de propaganda antipagã inventada pela Igreja Cristã.
Grimório: BRUXARIA
O Início Da Bruxaria
Muitos imaginam as bruxas como feiticeiras velhas e feias voando em cabos de vassouras ou atuando em ritos obscenos, integrantes de um culto maluco, basicamente preocupadas em amaldiçoar os seus inimigos através da perfuração de imagens de cera com alfinetes e carentes dos propósitos de uma verdadeira religião.
Mas a Feitiçaria é uma religião, talvez a mais antiga religião existente no Ocidente, nasceu há cerca de mais de 35 mil anos atrás.
A Feitiçaria retira seus ensinamentos da Natureza e inspira-se nos movimentos do sol, da lua e das estrelas, no vôo dos pássaros, no lento crescimento das árvores e nos ciclos das estações.
Acredita-se que o homem começou a honrar a sua terra-mãe que lhe provia o sustento, isto na época de um resfriamento na crosta terrestre. Há muitos anos, nos primórdios da humanidade, grupos de caçadores seguiam as renas lépidas e os imprevisíveis bisões. Eles estavam armados, somente, com as mais primitivas armas, mas alguns entre os clãs eram especialmente dotados, "convocavam" as manadas até armadilha, onde alguns animais deixavam-se capturar.
Estes xamãs dotados entravam em harmonia com os espíritos dos rebanhos e, ao fazê-lo, percebiam o ritmo vibrante que inspira toda a vida, a dança da espiral dupla, o remoinho para dentro e para fora do ser.
Eles não exprimiam essa intuição intelectualmente, mas por imagens: a Deusa Mãe, aquela que dava à luz, que trazia para a existência toda a vida, e o Deus Galhudo, caça e caçador.
Os xamãs vestiam-se com as peles e chifres em identificação com o Deus e suas manadas; as sacerdotisas atuavam nuas, incorporando a fertilidade da Deusa.
A vida e a morte eram um fluxo contínuo; os mortos eram enterrados como se estivessem adormecidos em um útero, cercados por suas ferramentas e ornamentos a fim de que pudessem despertar para uma nova vida. Nas cavernas dos Alpes, crânios de grandes ursos eram fixados em nichos, onde liam os oráculos para guiar os clãs na caça.
No Ocidente, nos templos das grandes grutas do sul da França e da Espanha, os seus ritos eram realizados dentro dos úteros secretos da terra, onde as grandes forças antagônicas eram pintadas sob forma de bisões e cavalos, superpostos, emergindo das paredes da caverna como espíritos em um sonho. Em lagoas nas planícies, renas - suas barrigas cheias de pedras que encarnavam os espíritos dos cervos - eram imensas nas águas do útero da Mãe a fim de que as vítimas da caçada renascessem.
A dança espiral também era vista do céu: na lua, que mensalmente morre e renasce; no sol, cuja luz traz o calor do verão e, quando esta se vai, o frio do inverno. Registros da passagem da lua eram marcados em ossos e a deusa era mostrada a segurar o chifre do bisão, que também é a lua crescente.
Quando a terra começou a se aquecer novamente, alguns grupos se deslocaram para outras regiões, enquanto outros fixaram-se. Aqueles que possuíam poder interior aprenderam que estes aumentavam quando as pessoas trabalhavam juntas. À medida que os povoados isolados transformaram-se em vilas, xamãs e sacerdotisas uniram suas forças e compartilharam os seus conhecimentos. Os primeiros covens foram organizados.
Profundamente sintonizados com a vida animal e vegetal, domesticaram a região onde anteriormente haviam praticado a caça, criaram carneiros, cabras, gado e porcos, a partir de seus primos selvagens. As sementes não eram somente coletadas; elas eram plantadas, para crescerem no local do assentamento.
O Caçador tornou-se o Senhor dos Grãos, sacrificados quando da colheita no Outono, enterrados no útero da Deusa para renascer na primavera.
A Senhora das Coisas Selvagens tornou-se a Mãe da Cevada e os ciclos da lua e do Sol determinavam as épocas para semear e colher e soltar os animais no pasto.
Descobriu-se que certas pedras aumentavam o fluxo de energia. Eram colocadas em pontos adequados em grandes fileiras e círculos que marcavam os ciclos do tempo.
O ano tornou-se uma grande rosa dividida em oito partes: os solstícios e equinócios e, nos quadrantes entre estes, os dias onde grandes festas aconteciam e fogueiras eram acesas. A cada ritual, a cada raio de sol e da lua que atingiam as pedras nos períodos de energia, a força aumentava. Elas se tornaram grandes reservatórios de energia sutil, portais entre os mundos do visível e invisível.
No interior dos círculos, ao lado dos menires e dólmenes e galerias escavadas, as sacerdotisas penetravam nos segredos do tempo e na estrutura oculta do cosmo.
Grimório: BRUXARIA






