O Feminino na Cultura Celta



A importância e o respeito concedidos à mulher se expressavam em todos os aspectos da cultura celta. O clã e as linhagens seguinam a linha materna; os filhos adotavam o sobrenome da mãe, assim como as filhas, que eram herdeiras dos bens familiares. Além do culto à Grande Deusa, havia ainda deusas de guerra, e as próprias mulheres participavam dos combates, acompanhando e às vezes conduzindo os homens.


AS DRUIDESAS DA GRANDE DEUSA
Na Magia Wicca, a Grande Deusa recebe o título de "Mãe de todas as bruxas", porque nos primórdios da religião só as sacerdotisas oficiavam o culto, ainda que, com o passar do tempo, permitiu-se que os homens também se iniciassem como druídas.
As druidesas dividiam-se em três categorias, segundo o conhecimento e dons esotéricos. As de mais alto nível permaneciam solteiras e viviam em comunidades dedicadas ao culto, por isso alguns autores as consideravam como modelo das monjas cristãs.
As outras duas classes sociais de druidesas exerciam funções e ritos sacedotais, mas podiam se casar, ter filhos e compartilhar a vida da comunidade.
Diz-se que essas mulheres sábias e detentoras de dotes mágicos foram qualificadas como bruxas por romanos cristãos.


AS NOIVAS FÉRTEIS
Os celtas consideravam o sexo como um dom da natureza, do qual cada pessoa podia desfrutar livremente. Longe de reprimi-lo, estimulavam e celebravam sua prática, e de certa forma veneravam a concepção como uma graça divina.
As jovens virgens eram respeitadas como executoras de ritos específicos e como possíveis druidesas de maior valor, mas as mães solteiras eram preferidas como futuras esposas, pois já haviam demonstrado fertilidade.


O BOSQUE SAGRADO
Na religião mágica dos celtas não havia altares nem templos, uma vez que todos os atos do culto deveriam ser realizados ao ar livre, em contato com a natureza.
Acredita-se que as grandes cerimônias anuais aconteciam em pontos geográficos significativos, que concentravam vibrações de energia cósmica. Por exemplo, determinadas ilhas de um lago ou próximas da costa marítima, ou cumes montanhosos (como Peñalba de Villastar em Turel, onde se cultuava ao deus Lug). Porém, o lugar mais habitual para invocações era uma clareira em um bosque, sob a luz da lua.


CARVALHOS E VISCOS
De certa maneira, o bosque era o "Templo" dos druidas, e as árvores tinham papel fundamental como agentes da divindade e dos poderes astrais. A mais reverenciada era o carvalho, assim como a planta semiparasita chamada visco. Portanto, o recinto mágico mais buscado era um bosque de carvalhos cujas árvores mostrassem abundante presença de visco entre os galhos (os ramos deste arbusto, por terem peculiares bagas, continuam sendo utilizados ainda hoje como elemento mágico, não só entre os oficiantes da magia Wicca, mas também em festas e celebrações familiares.


POETAS E ADIVINHOS
Depois da classe sacerdotal situavam-se duas classes sociais de oficiantes em rituais e cerimônias celtas: os bardos, ou poetas cantores, e os vates, que compunham canções reveladoras de augúrios e premonições.
A poesia e o canto, aliados à dança das sacerdotisas e donzelas eram parte fundamental da liturgia celta.


A DONZELA, A MÃE E A MAGA
Dentro deste mundo de dominância feminina, a grande Deusa encarnava os atributos que a cultura celta mais valorizava nas mulheres: a donzela, símbolo da pureza, amor e juventude; a mãe, figura fecunda que exercia o mistério da concepção, dominando o desenrolar das gerações; e a maga, dona dos mistérios do universo e senhora da terra e da lua.


A DONZELA
Regia na época da lua crescente; sua cor emblemática era o branco ou os matizes mais luminosos do amarelo e do rosa. Sua figura representava o florescimento da vida, a primavera e a transposição das gerações.


A MÃE
Era invocada nas noites de lua cheia; suas cores eram o vermelho e o verde, muito frequentes na simbologia dos povos de origem celta. Reinava em particular na plenitude do verão, representando a maturidade, a abundância e a fertilidade.


A MAGA
Último ponto do ciclo vital, reinava sobre o quarto minguante da lua; suas cores eram o preto, o cinza e o vermelho escuro. Simbolizava a união da velhice e da sabedoria, o inverno da vida que preparava um novo renascer na reencarnação.


Dependendo do momento e do propósito do ritual, ou do próprio ritual, a Grande Deusa podia ser invocada sob qualquer uma dessas três figuras. Às vezes aparecia acompanhada por Cernunnos, o deus cornífero, o qual algumas tradições consideram seu consorte e outras, uma emanação do lado masculino da Divindade.


Retirado do Blog Senhora do Bosque...Extraido do Livro Secreto da Magia Celta

1 comentários:

deka 13 de fevereiro de 2016 23:54  

Na sociedade de futilidades na red potencializadora encontrei algo bom e alguem que aparenta entender e dá importancia de estarmos passando pelo planeta terra

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